O país que mais "exportou" técnicos ao São Paulo foi o Uruguai, com quatro treinadores. A Hungria e a Argentina tiveram três cada. Portugal e Chile, com um técnico cada, completam a lista. Já Osorio será o primeiro colombiano da história do Tricolor. O Estado recuperou a trajetória dos estrangeiros que comandaram a equipe do Morumbi no passado.
1. Eugenio Medgyessy (Húngaro)
Teve uma passagem rápida entre 1932 e 1933, sem conquistar títulos. Na primeira temporada sob seu comando, o clube viveu um período conturbado e somente entrou em campo 11 vezes, já que muitos jogadores, inclusive Arthur Friedenreich, lutavam na Revolução Constitucionalista.
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2. Ignác Amsel (Húngaro)
Substituiu Vicente Feola duranter 28 jogos em 1939. Teve uma retrospecto ruim e em 28 jogos, ganhou 13 vezes e perdeu 12. Saiu do comando após uma derrota para o Corinthians por 1 a 0, pelo Campeonato Paulista.
3. Ramón Platero (Uruguaio)
Apesar de ter conquistado títulos por Fluminense, Vasco e Flamengo, pouco fez no São Paulo. Em 1940, pegou um time em formação e ficou no comando durante 37 partidas. O treinador era fã de boxe e se destacou por investir na preparação física e psicológica dos jogadores.
4. Conrado Ross (Uruguaio)
Participou da campanha do título paulista de 1943. O técnico havia assumido o comando no ano anterior, na vaga de Vicente Feola. Ficou no cargo por um ano e dois meses e durante a campanha que daria a conquista ao Tricolor, perdeu lugar para Jorge de Lima, o Joreca. O uruguaio também trabalhou no Palmeiras e no Guarani.
5. Joreca (Português)
Foi o primeiro estrangeiro a ter sucesso no clube. Entre 1943 e 1947, ganhou três vezes o Campeonato Paulista (1943, 45 e 47). Formou um esquadrão do São Paulo e teve como estrela o atacante Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Saiu porque pediu demissão e meses depois foi para o Corinthians.
6. Jim López (Argentino)
Formado em economia, teve duas passagens. Na primeira, entre 1953 e 54. Logo na chegada, montou uma equipe que foi campeã estadual com 24 vitórias em 28 partidas, liderada em campo por Gino, o segundo maior artilheiro da história do clube. Depois voltou em 1965, somente para terminar a temporada.
7. Béla Guttmann (Húngaro)
Revolucionou a história do futebol brasileiro ao apresentar o esquema 4-2-4, o mesmo usado pela seleção no título da Copa de 1958. O técnico desembarcou ao Brasil sem falar português, mas se adaptou rápido e com Zizinho como destaque, levou o São Paulo à conquista do Estadual, em 1957, mesmo ano da sua chegada. Na temporada seguinte, resolveu sair.
8. Armando Renganeschi (Argentino)
Ex-zagueiro do time, substituiu Béla Guttmann entre 1958 e 1959. Conhecido por "Renga", foi vice-campeão paulista em 58 e no ano seguinte, perdeu o cargo depois de uma campanha ruim no Torneio Rio-São Paulo.
9. José Poy (Argentino)
Foi goleiro da equipe e ao se aposentar, iniciou a primeira das seis passagens no comando. Trabalhou entre 1964 e 65 como interino, depois voltou a substituir técnicos em 1970, 71 e 72. Entre 1973 e 1976 se manteve como efetivo e ganhou o Campeonato Paulista de 1975, período em que o clube chegou a ficar 47 jogos invicto. Teve outra passagem entre 1982 e 1983.
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10. Pablo Forlán (Uruguaio)
Teve os piores resultados de um estrangeiro no comando do clube. Em 1990, o ex-lateral da equipe e pai de Diego Forlán, trabalhou durante 28 jogos, período em que o Tricolor acabou o Estadual nas últimas posições, foi eliminado na Copa do Brasil e começou mal no Brasileiro. Para o lugar dele a diretoria trouxe Telê Santana.
11. Dario Pereyra (Uruguaio)
Ex-zagueiro do clube, trabalhou entre 1997 e 98. Em 63 jogos, levou a equipe ao vice-campeonato da Supercopa da Libertadores no primeiro ano e perdeu o cargo na temporada seguinte, quando teve maus resultados no Torneio Rio-São Paulo.
12. Roberto Rojas (Chileno)
Foi goleiro, preparador de goleiros e a princípio assumiria o time apenas interinamente em 2003. Oswaldo de Oliveira havia acabado de ser demitido e sobrou para Rojas a missão de comandar o clube por oito meses. Ganhou 28 dos 52 jogos, classificou a equipe para a Copa Libertadores depois de dez anos de ausência e chegou à semifinal da Copa Sul-Americana.
Chileno Roberto Rojas foi o último estrangeiro a dirigir o clube