Paulo Miranda está feliz. Primeiro porque reconquistou a titularidade no São Paulo. E segundo porque é um dos cinco zagueiros mais bem colocados na corrida pela Bola de Prata.
Em entrevista à PLACAR, Paulo fala sobre a retomada do Tricolor após a eliminação na Libertadores, Milton Cruz e define de uma vez por todas a sua posição em campo.
Você é o quarto melhor zagueiro da Bola de Prata (média 6). Contava com um início de Brasileiro tão bom?
Vinha me preparando, mas você nao espera estar 100% bem. (A classificação na Bola de Prata) me motiva a seguir mantendo o ritmo.
Porque o São Paulo de 2015 é tão inconstante?
Cada jogo é uma história. Tivemos boas atuações, como contra o Cruzeiro, na ida das oitavas da Libertadores, e jogamos mal contra o mesmo Cruzeiro, na volta. Cabe a cada jogador avaliar o seu rendimento. Se quisermos algo nessa temporada, não podemos mais fazer partidas tão apáticas.
O quanto uma eliminação nas oitavas da Libertadores abala o planejamento para o resto do ano?
Estamos chateados, é claro. Sonhávamos com o título da Libertadores. A eliminação serve de aprendizado, principalmente para os mais novos, que jamais haviam disputado esse tipo de torneio. Agora, é lutar para voltar em 2016.
Manteria o Milton Cruz no comando da equipe?
Sim. Ele tem dado certo. É um cara tranquilo, de cabeça boa, que apoia os jogadores, independente do resultado do jogo. Estamos todos fechados com o Milton.
Por enquanto, Milton Cruz segue comandando o São Paulo | Crédito: Rubens Chiri / Divulgação São PauloMuito se fala na chegada de um técnico estrangeiro ao São Paulo. O que pensa a respeito?
Temos muitos treinadores competentes no Brasil, mas, se a diretoria achar necessário contratar alguém de fora, trabalharemos com o mesmo empenho.
Eu nunca trabalhei com um técnico estrangeiro.
Afinal, você é zagueiro ou lateral direito?
Sou zagueiro. Aprendi a jogar na lateral direita com o Ney (Franco), em 2012. O São Paulo está cheio de laterais e eu não posso fugir das minhas características. Fui contratado como zagueiro. Se for preciso durante uma partida, jogo improvisado, mas meu lugar é no miolo de zaga.