O São Paulo retornou ao Morumbi para se recuperar da última derrota sofrida contra a Ponte Preta. Antes, porém, na chegada ao estádio as organizadas protestaram contra o frouxo time. Frente ao Joinville, os jogadores tiveram a oportunidade de apaziguar o momento conturbado. Milton Cruz armou um 4-2-3-1 preso, improvisado.
Vimos um primeiro tempo acomodado do time. Thiago Mendes e Bruno puxaram boas jogadas pelo setor direito, resultando no gol de Dória em cruzamento perfeito. Após estar vencendo, a equipe mostrou o futebol chuchu de sempre sem sofrer perigo do Joinville. Luís Fabiano foi mal e saiu substituído no intervalo.
A mobilidade do ataque melhorou no segundo tempo. Michel Bastos marcou o seu, o gol da renovação. Enfim, mais uma vitória do melhor mandante do país. Mas não reduz a cobrança sobre um time que deita e rola sobre pequenos em pontos corridos, todavia se comporta passivamente em jogos maiores. Vencemos o Joinville.
BOLA CHEIA
Michel Bastos: renovou contrato até o final de 2017. Em meio a tantas decepções, uma boa notícia. O melhor jogador do São Paulo permaneceu, merece a faixa de capitão após a aposentadoria do M1TO e a lendária camisa 10.
Thiago Mendes: mesmo jogando fora de posição, atuou com muita disposição. Marcou, atacou, se entendeu bem com Michel Bastos invertendo de lado e foi o melhor em campo no primeiro tempo. Tem lugar no time, Souza que se cuide.
Bruno: chegou mal no clube, mas está evoluindo e fazendo boas apresentações. Tem passado segurança na defesa e apoiado bem no ataque. Bruno supre uma das lacunas da equipe compensando o horripilante lado esquerdo.
BOLA MURCHA
Aidar/Ataíde: até o São Paulo ter um técnico. Se tivessem trazido um treinador, 2015 poderia ser diferente. A omissão impera dentro do São Paulo, desde a sala de mobílias caras até o gramado.
Denílson: enquanto for titular. A melhor posição dele é sentado no banco de reservas. Seus carrinhos inúteis nas laterais do campo, suas falhas de cobertura, suas entregadas ainda não convenceram? Qualquer um passa por ele.
Reinaldo: enquanto for titular. Mais um péssimo dos péssimos que teve contrato renovado a perder de vista pelo presidente que afundou o clube, Juvenal Juvêncio, mas tem lugar cativo titular. Pior: ainda o deixam cobrar faltas e ele se acha meia.
Ganso: enquanto for titular. Até quando o “abaixo da média” será poupado? O “abaixo da média” que sempre some em momentos decisivos mostra ser cada vez mais uma daquelas mentiras que o futebol contou por seis meses.
Pato: Até quando o “pé de moça” terá imunidade? É outro que desaparece em jogos grandes, que se amedronta nas divididas e trombadas. Talvez enriqueceu muito cedo. Marcou gol, mas é frouxo de vida ganha.
Luís Fabiano: que pare de mimimi e jogue bola. Guarde as palavras para dar exemplo como um jogador de 34 anos. Os maiores salários do elenco devem ser os mais cobrados em postura e responsabilidade.
Milton Cruz: por não permitir a titularidade de Rodrigo Caio, Hudson, Thiago Mendes (de volante), Boschilia, Centurión. Por escalar Denílson e Reinaldo. “Técnico” covarde contra um dos piores times do campeonato, em casa. O chefe legal que não cobra resultado dos subordinados simboliza o desleixo na Barra Funda.
Wender Peixoto
Twitter: @peixotowender
Bola Cheia e Bola Murcha - São Paulo 3 x 0 Joinville - por Wender Peixoto
Fonte SPFC.Net
23 de Maio de 2015
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