O longo período de espera para que o São Paulo resolvesse ir atrás de Juan Carlos Osorio indica que a diretoria aprendeu com os erros na negociação com Alejandro Sabella. Se ainda não garantiu o êxito da empreitada, ao menos desta vez o clube se cercou muito melhor para evitar o constrangimento de ver uma nova recusa pública.
Ao contrário da consulta ao argentino, alardeada pelo vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro desde o início das sondagens, o nome de Osorio só veio à tona quando ele e o presidente Carlos Miguel Aidar já estavam na Colômbia com a reunião sacramentada. Aidar, desta vez, também delegou menos e resolveu assumir a frente das negociações. Se antes o vice de futebol atuou sozinho e recebeu carta branca, desta vez foi o presidente quem deu as cartas.
O desenho do perfil "estudioso" também foi mais concreto desta vez. Além de ser um apreciador de táticas e ter trabalhado cinco anos como auxiliar no Manchester City (ING), o colombiano tem diploma pós-graduado em ciência do futebol pela Universidade de Liverpool - tem também certificação de treinador na Inglaterra e na Holanda. A verticalização dos processos entre as categorias de base e o profissional também encantou os dirigentes.
Existem, porém, semelhanças entre as negociações. Ser um treinador estrangeiros e de ideias "novas" era um pré-requisito desejado. Sabella era visto como uma mente diferente na mesmice do cenário nacional, mas Aidar e Ataíde acreditam que o trabalho de Osorio pode alcançar este patamar.
A semelhança que mais preocupa no entanto é o assédio de outros clubes. Osorio também é desejado pelo Cruz Azul (MEX), mas sinalizou que gostaria de trabalhar no São Paulo. Ele se reuniu com Aidar e Ataíde na quarta-feira, disse que resolveria pessoalmente a rescisão do contrato com o Atletico Nacional (COL) e pediu alguns dias para acertar sua situação no clube.
Até lá, a ordem é ficar de boca fechada. Ninguém quer que o sonho por Osorio termine com o mesmo fim da novela Sabella.
Erros com Sabella deixam São Paulo com nova postura para ter Osorio
Tudo mudou na estrutura dos planos do Tricolor para buscar um treinador estrangeiro após o fracasso com o argentino; Agora, Morumbi e Barra Funda falam a mesma língua
Fonte LANCE!Net
22 de Maio de 2015
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