Apresentação da nova camisa do São Paulo, fornecida pela Under Armour (foto: Ale Cabral)
O comemorado contrato de fornecimento de material esportivo do São Paulo com a Under Armour entrou no caminho dos conflitos políticos do clube. Isso porque a oposição questiona o pagamento de uma comissão de R$ 18 milhões (15% do valor total) a uma empresa asiática e as razões para que a identidade do agente comissionado e o destino da verba não fossem citados no contrato.
- Me estranha não ter todas as informações. O que alegam é que ele prospectou, mas vamos ou esperamos saber detalhes agora (reunião do Conselho às 20h desta terça). Eu vou ter que trabalhar cinco gerações para ganhar R$ 18 milhões, mas, se ele mereceu, é o que vamos saber. A gente espera ter os esclarecimentos agora na reunião do conselho. A gente vai saber se é muito ou pouco dependendo do serviço que o sujeito prestou - disse José Francisco Manssur, representante da oposição.
Vice-presidente de comunicação e marketing do Tricolor, Douglas Schwartzamann concedeu entrevista no salão nobre do Morumbi nesta quarta-feira e afirmou que a prática de comissões é normal no mercado da publicidade e do futebol. O cartola ainda aproveitou para dizer os nomes do agente e da empresa envolvidos nas negociações. Já o presidente Carlos Miguel Aidar não quis falar com a imprensa.
– O agente é um rapaz chamado Jack, da empresa Far East, de Hong Kong. Ele prospectou o mercado e fez a aproximação da marca com o clube por meio do Julio Casares (antigo VP de marketing). Não há nada anormal nisso – defendeu Douglas Schwartzamann.
Douglas ainda explicou que os R$ 18 milhões serão pagos ao longo dos cinco anos de contrato com a Under Armour e que o São Paulo ainda não reuniu verba para quitar a primeira parcela do acordo com o agente. Para continuar sua defesa, o cartola afirmou que nunca no clube um presidente levou um contrato do tipo para apreciação do Conselho Deliberativo e que o acordo anterior, com a brasileira Penalty, era muito pior.
– Falta de transparência não é conosco. A Penalty nem precisava de intermediário e nunca veio ao Conselho. Graças ao Aidar não pagamos mais comissão, porque a agência Pivers, que trouxe a Penalty, tinha direito a comissão até com os contratos seguintes, mas isso foi rescindido no ano passado – reclamou.
Vinhos são lançados a até R$ 30 mil
O salão nobre do Morumbi recebeu nesta quarta-feira o lançamento de uma série especial de vinhos do porto pelo São Paulo, em parceria com a empresa portuguesa Emcodouro. A linha é encabeçada por produtos alusivos ao nascimento do clube: o “Vinho da Fundação”. São garrafas numeradas de 1 a 1930, ano da fundação do Tricolor, que ficam entre quatro faixas de preço: de R$ 10.930,00 a R$ 30 mil.
Além do vinho, o pacote ainda traz réplicas em cristal dos três troféus dos Mundiais conquistados pelo clube, duas taças de cristal e uma caixa de madeira revestida em couro. Há também opções de vinhos mais acessíveis, de R$ 139 a R$ 193.
Marketing do São Paulo vê como normal comissão de R$ 18 milhões a terceiro
Oposição tricolor questiona o pagamento a uma empresa asiática por conta do acordo entre o clube e a Under Armour, fornecedora de material esportivo
Fonte LANCE!Net
19 de Maio de 2015
Avalie esta notícia:
11
9
VEJA TAMBÉM
- EX-JUVENTUS NO TRICOLOR? Vídeo: Meia estrangeiro e dois zagueiro do futebol europeu na mira do SPFC- FAXINA NA BASE?! São Paulo inicia reestruturação e corta funcionários no CFA
- Arboleda manifesta desejo de ficar no São Paulo e recusa investida do Santos
- VAI VIR? Arthur Chaves entra em negociação oficial com o São Paulo
- Maik recebe propostas do exterior e São Paulo avalia saída de lateral afastado
URGENTE! Dorival Júnior é o novo técnico do São Paulo