Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
O São Paulo está eliminado da Copa Libertadores de 2015 e agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O que faltou ao Tricolor nos primeiros quatro meses da temporada? Colunistas e editores do LANCE! analisaram a situação do Tricolor, confira:
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A vantagem do São Paulo no primeiro jogo (1 a 0) foi pequena. Poderia ter sido muito maior se o time tivesse conseguido passar por cima de Fábio, o único jogador do Cruzeiro que se salvou no jogo do Morumbi. Mas o triunfo magro ainda bastaria para o Tricolor se houvesse um pouco mais de pegada na frente no duelo de volta no Mineirão. O meio de campo e o ataque nada fizeram e deixaram a zaga exposta. Deu no que deu. Denilson, Souza, Ganso e Pato foram muito mal. Faltou ao São Paulo se arriscar um pouco mais. Tinha mais time e vinha mais embalado do que o rival mineiro.
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O São Paulo foi desclassificado pelo atual bicampeão brasileiro, Cruzeiro, após dois jogos bastante equilibrados. Por mais que a Raposa esteja em remontagem, este não pode ser considerado um resultado ruim. O que há de anormal no clube é um elenco que traz estes nomes ter um rendimento tão decepcionante em 2015. Além disto, há vários problemas instituicionais que assolam o clube. Com ajustes, Tricolor tem elenco para brigar pelo título brasileiro.
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O maior erro do São Paulo foi da diretoria, em especial do presidente Carlos Miguel Aidar, que perdeu tempo e energia com a guerra particular com seu antecessor, Juvenal Juvêncio. Enquanto os dirigentes trocavam farpas e acusações públicas, a comissão técnica de Muricy Ramalho se desgastava dia após dia. A demora em definir a saída do técnico e a contratação de um substituto ou a manutenção do auxiliar Milton Cruz fez o São Paulo perder um tempo precioso.
A eliminação no Campeonato Paulista, contra o Santos, com o time apático e sem demonstrar reação, ainda foi encoberta pela boa vitória sobre o Corinthians, pela Libertadores. Mas o time ainda precisava de tempo, trabalho e alguns jogos para se solidificar e fazer peças importantes funcionarem, como Ganso, Luis Fabiano e Wesley, por exemplo.
Com relação aos confrontos com o Cruzeiro, vitória e derrota por 1 a 0 em jogos equilibrados e derrota nos pênaltis, a eliminação foi normal. Talvez o erro tenha sido a escolha da lista dos batedores. Luis Fabiano errou outras vezes em momentos cruciais cobrando pênaltis e seu temperamento explosivo não cabia para um momento de tensão como aquele do Mineirão. Mas este erro em um contexto amplo não se compara à atuação do presidente Aidar desde o início da temporada.
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Os problemas do São Paulo vão muito além dos dois jogos eliminatórios contra o Cruzeiro. O Tricolor até jogou bem, algo raro em 2015, na primeira partida, no Morumbi: 1 a 0 foi pouco pelo o que a equipe mostrou no lotado estádio. Foi mal no Mineirão, mas cair nos pênaltis para o atual bicampeão é algo normal. Não é normal um clube como o São Paulo ter apanhado tanto dos rivais em apenas quatro meses de temporada, ter tantas guerras políticas e ir para uma decisão com um técnico "interino que não é interino", se é que dá para entender. Entender Aidar, aliás, tem sido difícil. A real é que o São Paulo fez só dois bons jogos em 2015: contra o já classificado Corinthians na primeira fase da Libertadores e contra o Cruzeiro. Pouco, muito pouco. Nunca foi um time que o torcedor confiasse plenamente. Mas tem bons jogadores e enorme tradição nesta era dos pontos corridos do Brasileirão. Vai ser preciso resolver problemas internos e picuinhas no elenco que se afloraram para reagir. Tem time para isso, sim, e pode brigar no topo da tabela.
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Depois de um início morto de temporada, com um time lento, previsível, o São Paulo parecia outro nas vitórias sobre Corinthians e Cruzeiro. Outro em intensidade e com as múltiplas individualidades aparecendo. No jogo do Mineirão, o time recuou no tempo, não aproveitou a vantagem de ter saído incólume do jogo em casa, sem levar gol, e abdicou de atacar - um golzinho colocaria os mineiros contra as cordas. Acabou sendo castigado. Com várias opções de extrema qualidade do meio pra frente (nenhum time tem tal gama) acovardou-se. A confiança adquirida nas partidas anteriores sumiu. Ainda assim, esteve perto da vaga. E, ao contrario do Corinthians, que tem uma série de problemas extracampo, tem tudo para disputar o título brasileiro.
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O São Paulo passou por dois confrontos equilibrados com outra equipe tradicional como Cruzeiro, e os mineiros souberam se aproveitar dos erros de marcação do Tricolor paulista para vencer tempo normal. A única falha do Milton Cruz talvez tenha sido na escolha dos cobradores de pênalti.
Crise técnica, política... Colunistas e editores analisam o São Paulo
'O que há de anormal no clube é um elenco que traz estes nomes ter um rendimento tão decepcionante em 2015', avalia Mauro Beting. Leia outras opiniões e comente
Fonte LANCE!Net
14 de Maio de 2015
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