A partida de volta na fase oitavas de final da Copa Bridgestone Libertadores colocará frente a frente novamente dois atacantes apontados temporadas atrás como futuros donos da camisa 9 na Seleção Brasileira. Em lados opostos e com obrigações quase semelhantes, Leandro Damião e Alexandre Pato precisam chegar às redes para quem sabe garantirem a classificação de Cruzeiro ou São Paulo para as quartas de final. Os números dos atacantes, no entanto, indicam que o camisa 7 tricolor leva vantagem no confronto direto quanto o quesito efetividade entra em campo. O FOX Sports transmite a partida ao vivo e com exclusividade a partir das 19h30.
Referências ofensivas em seus times, ambos somam três gols nesta competição. O atacante do São Paulo, no entanto, precisou de cinco jogos, enquanto o cruzeirense levou seis partidas para anotar o mesmo número de bolas na rede. Para marca nesta Libertadores, Alexandre Pato tem precisado de, em média, 4,3 chutes, enquanto Leandro Damião tem arrematado cerca de 6,3 vezes para anotar um gol. No quesito pontaria, no entanto, o homem-gol do Cruzeiro tem saído melhor, com sete chutes certos para três gols. Já o goleador tricolor precisou de um chute no alvo a mais para vencer os goleiros adversários.

Mesmo com bom aproveitamento na grande área, Alexandre Pato tem mostrado ser fundamental também para a construção ofensiva do São Paulo. Prova disso são seus 12 cruzamentos realizados nesta Libertadores, contra os quatro da Leandro Damião, que tem função mais centralizada no comando do ataque do time do técnico Marcelo Oliveira na equipe de Minas Gerais.
Passado colorado e expectativa dourada
Aos 25 anos, Alexandre Pato e Leandro Damião têm em comum o passado marcado pelo Internacional. Revelados pela equipe de Porto Alegre, os atacantes disputaram os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Sob o comando de Mano Menezes, ambos engrossaram a lista de jogadores que fracassaram na missão de dar ao Brasil a tão sonhada medalha de ouro na olímpica com a derrota para o México na grande final.
Apontados como postulantes à camisa 9 da Seleção Brasileira, ambos esbarraram no histórico de lesões recentes para esfriarem as expectativas dos treinadores à frente do time nacional, ficando fora das convocações para a Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, ambas disputadas no Brasil, sob o comando de Luiz Felipe Scolari.
