Leco é acusado de ter causado um rombo de R$ 2,5 milhões ao clube
Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, mais conhecido como Leco, está com o filme bem queimado entre os diretores e o presidente Carlos Miguel Aidar. O dirigente está sendo apontado abertamente como o responsável pelo atraso nos pagamentos dos direitos de imagem dos atletas.
Explica-se: Leco autorizou em 2002 o pagamento da comissão de R$ 732 mil aos empresários de Jorginho Paulista, que havia acabado de ser contratado pelo São Paulo. O problema é que o Tricolor não pagou, o tempo passou e o clube acaba de ser condenado em última instância a desembolsar R$ 2,5 milhões.
"A gente usaria o dinheiro da renda obtida na partida contra o Cruzeiro, na semana passada, para quitar quase dois meses de direito de imagem, mas surgiu essa decisão judicial. Se não pagarmos, nossas contas serão bloqueadas", justifica o presidente Carlos Miguel Aidar.
Excluindo os descontos com Conmebol, FPF, INSS e outras despesas, os mais de 66 mil pagantes asseguraram uma arrecadação de R$ 2,6 milhões ao Tricolor.
A revolta com Leco tem motivo. De acordo com o processo ao qual o Tricolor foi condenado, ele autorizou que uma empresa adiantasse o pagamento da comissão ao staff de Jorginho de maneira antecipada, para que o São Paulo cobrisse o valor posteriormente. Ao tomar conhecimento da operação, o então presidente Marcelo Portugal Gouvêa mandou cancelar o pagamento, julgando os valores astronômicos.
Leco alega não lembrar porque a comissão não foi paga, alegando que já se passaram 13 anos.
O tempo correu e coube justamente a Aidar bancar essa dívida milionária. O mais curioso é que Aidar e Leco estão em pé de guerra. O presidente do Conselho Deliberativo adotou postura agressiva contra o mandatário há alguns meses, com a esperança de ser indicado por Juvenal Juvêncio como o candidato à presidência do clube pela oposição na próxima eleição.
Aidar explicou aos jogadores que não terá condições para quitar a imagem nesta semana e atribuiu a culpa a Leco. O presidente prometeu encontrar uma solução até a próxima semana. Uma das alternativas seria usar a premiação da Conmebol, no valor de R$ 2 milhões em caso de classificação às quartas de final da Libertadores, para quitar ao menos um mês da imagem.
Milton Cruz assegura que os atrasos não vão interferir no resultado em campo. Sob seu comando, o Tricolor venceu seis dos sete jogos que disputou.
[SPFC.Net] Diretoria do São Paulo se irrita com Leco e o culpa por não pagamento dos atrasados
Fonte SPFC.Net
13 de Maio de 2015
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