Muricy nega voltar em 2015 e comenta nome gritado na quarta: "Emocionei"
Ex-treinador do São Paulo diz gostar de ser "um cidadão normal", deixa no ar chance de voltar a ser técnico, mas afirma ter intenção de atuar como superintendente
Fonte SporTV
8 de Maio de 2015
Muricy Ramalho em ação pelo Campeonato Paulista deste ano (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Muricy Ramalho não pensa em voltar a trabalhar no ano de 2015 - e nem mantém conversa com o São Paulo nesse sentido. Satisfeito com a rotina de "cidadão normal", o técnico revelou que o pensamento é se cuidar. No entanto, Muricy abriu a possibilidade de voltar como treinador se tiver "alguma coisa muito boa", mas afirmou ter intenção de atuar como superintendente. O ex-comandante tricolor foi operado dia 16 de abril para a retirada da vesícula por cálculo. O procedimento foi realizado no Hospital São Luiz, no bairro do Morumbi .
- Estou voltando a ser o que gosto: um cidadão normal como qualquer um. O pensamento é me cuidar muito este ano. A não ser que tenha alguma coisa muito boa mais para frente como técnico ou uma possibilidade de superintendente, ligado ao futebol (...) Agora não estou com vontade de voltar, sinceramente. A rotina é dura. Começo a pensar que estando lá tem que fazer a lista (de atletas relacionados). Agora a lista é só de supermercado. E eu faço mesmo, vou atrás da minha mulher riscando o que nós vamos comprando. Mas não quero voltar não, quero ficar um tempo descansando - disse.
O São Paulo conquistou uma vitória na última quarta-feira contra o Cruzeiro por 1 a 0, no Morumbi, em jogo de ida das oitavas de final da Taça Libertadores. Um momento que emocionou Muricy Ramalho foi no início da partida, quando a torcida gritou o seu nome e o de Telê Santana.
- Eu estava em casa sozinho vendo o jogo, imagina. Eu me emocionei muito, até porque a gente não espera. Ainda mais no Brasil, é difícil qualquer torcida gritar o nome do treinador - disse.

Muricy Ramalho recebeu o SporTV na sua casa (Foto: Reprodução do SporTV)
Também com uma grande importância na história do São Paulo, Telê Santana foi inspiração e professor de Muricy Ramalho na formação como técnico de futebol. Além dos aprendizados sobre a profissão, Muricy também acompanhou o fim da carreira do "Mestre", que foi obrigado a encerrar suas atividades por conta de uma isquemia cerebral, aos 65 anos.
- Tive um professor que me fez ser técnico, que é o Telê. Parece que eu via no futuro o que ia acontecer. Vi ele passar tudo. Vi alegria, tristeza, doença. Me preocupa. Vi como aconteceu (o problema de saúde) com ele. E foi pelo futebol também. Era um cara muito dedicado, tanto é que morava no CT. Eu queria fazer tudo o que ele fez no futebol, mas não acabar como ele acabou. E é mais ou menos nessa idade que eu estou agora que começaram os problemas com ele. Não quero que aconteça comigo - respondeu.
Muricy Ramalho também revelou que para estar se sentindo bem, passou por um trabalho para ficar mais relaxado, pois sentia dores também pela questão emocional. Porém, apesar de procurar ficar mais tranquilo, não abandonou o futebol. Muricy disse ter acompanhado a vitória do River Plate por 1 a 0 sobre o Boca Junior, pela Libertadores, e a reprise do triunfo da Ponte Preta por 2 a 1 pelo Moto Club, na Copa do Brasil.
Muricy Ramalho não pensa em voltar a trabalhar no ano de 2015 - e nem mantém conversa com o São Paulo nesse sentido. Satisfeito com a rotina de "cidadão normal", o técnico revelou que o pensamento é se cuidar. No entanto, Muricy abriu a possibilidade de voltar como treinador se tiver "alguma coisa muito boa", mas afirmou ter intenção de atuar como superintendente. O ex-comandante tricolor foi operado dia 16 de abril para a retirada da vesícula por cálculo. O procedimento foi realizado no Hospital São Luiz, no bairro do Morumbi .
- Estou voltando a ser o que gosto: um cidadão normal como qualquer um. O pensamento é me cuidar muito este ano. A não ser que tenha alguma coisa muito boa mais para frente como técnico ou uma possibilidade de superintendente, ligado ao futebol (...) Agora não estou com vontade de voltar, sinceramente. A rotina é dura. Começo a pensar que estando lá tem que fazer a lista (de atletas relacionados). Agora a lista é só de supermercado. E eu faço mesmo, vou atrás da minha mulher riscando o que nós vamos comprando. Mas não quero voltar não, quero ficar um tempo descansando - disse.
O São Paulo conquistou uma vitória na última quarta-feira contra o Cruzeiro por 1 a 0, no Morumbi, em jogo de ida das oitavas de final da Taça Libertadores. Um momento que emocionou Muricy Ramalho foi no início da partida, quando a torcida gritou o seu nome e o de Telê Santana.
- Eu estava em casa sozinho vendo o jogo, imagina. Eu me emocionei muito, até porque a gente não espera. Ainda mais no Brasil, é difícil qualquer torcida gritar o nome do treinador - disse.

Muricy Ramalho recebeu o SporTV na sua casa (Foto: Reprodução do SporTV)
Também com uma grande importância na história do São Paulo, Telê Santana foi inspiração e professor de Muricy Ramalho na formação como técnico de futebol. Além dos aprendizados sobre a profissão, Muricy também acompanhou o fim da carreira do "Mestre", que foi obrigado a encerrar suas atividades por conta de uma isquemia cerebral, aos 65 anos.
- Tive um professor que me fez ser técnico, que é o Telê. Parece que eu via no futuro o que ia acontecer. Vi ele passar tudo. Vi alegria, tristeza, doença. Me preocupa. Vi como aconteceu (o problema de saúde) com ele. E foi pelo futebol também. Era um cara muito dedicado, tanto é que morava no CT. Eu queria fazer tudo o que ele fez no futebol, mas não acabar como ele acabou. E é mais ou menos nessa idade que eu estou agora que começaram os problemas com ele. Não quero que aconteça comigo - respondeu.
Muricy Ramalho também revelou que para estar se sentindo bem, passou por um trabalho para ficar mais relaxado, pois sentia dores também pela questão emocional. Porém, apesar de procurar ficar mais tranquilo, não abandonou o futebol. Muricy disse ter acompanhado a vitória do River Plate por 1 a 0 sobre o Boca Junior, pela Libertadores, e a reprise do triunfo da Ponte Preta por 2 a 1 pelo Moto Club, na Copa do Brasil.
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