
Um ano sem título nunca é um ano bom para um time como o São Paulo. Ainda mais quando a temporada começa com eliminações vexatórias para Penapolense e Bragantino, ambas no Morumbi, pelo Paulistão e pela Copa do Brasil, respectivamente. Mas mesmo com as decepções e com a falta de taças, 2014 até que não foi de todo ruim para o clube. No Brasileiro, a equipe contou com um ídolo no meio de campo para fazer uma campanha bem sólida. Com Kaká como maestro, o São Paulo se manteve no G-4 durante quase todo o tempo e foi o único que ameaçou o título do Cruzeiro. Acabou como vice e com a sensação não tão concretizada assim de que tinha um time pronto nas mãos.

MICHEL BASTOS
Alexandre Pato, Luis Fabiano, Paulo Henrique Ganso... De grandes nomes, o elenco do São Paulo está muito bem servido. Mas nenhum deles tem sido tão importante e decisivo quando Michel Bastos em 2015. O meia é o verdadeiro motor tricolor, quem dita o ritmo de jogo e quem comanda as melhores jogadas de ataque. E, nos jogos mais cruciais da temporada, tem sido quem chama a responsabilidade. Na Libertadores, por exemplo, foi o autor do gol salvador diante do San Lorenzo no Morumbi e do cruzamento na medida para Centurión salvar diante do Danubio, no Uruguai. Além disso, tem jogado quase todas as partidas da equipe. Só mesmo o mosquito da dengue para parar o elétrico Bastos em 2015.

CENTURIÓN
Ele chegou com ares de grande contratação para a temporada. E custou caro - cerca de R$ 12 milhões bancados por um torcedor do clube. Rápido, habilidoso e cheio de vontade, até tem agradado os torcedores. O problema maior está mesmo fora de campo. Muricy Ramalho já havia adiante, e o próprio Centurión admite: vem tendo muitas dificuldades para se adaptar à vida em São Paulo e para se enturmar com os companheiros de equipe. Com Milton Cruz, vem tendo mais chances como titular e já pôde sentir o gostinho de ser um herói tricolor ao marcar o gol salvador diante do Danubio. Precisa manter o ritmo - e a alegria - para se firmar de vez.

MILTON CRUZ
Se são poucas as pessoas que conhecem o São Paulo tão bem quanto o antecessor Muricy Ramalho, uma destas poucas pessoas definitivamente é Milton Cruz. Ele está no clube desde 1997 como auxiliar e já assumiu o comando da equipe por dez vezes como interino. Agora, a ideia era de que ele ficasse até que Alejandro Sabella desse sua resposta ao clube. Como o argentino recusou a proposta e os resultados começaram a aparecer, o presidente Carlos Miguel Aidar decidiu efetivar Milton. Assim, ele fica. Ao menos até um grande nome estar disponível no mercado de técnicos.