Milton Cruz citou os jogadores que saíram e explicou que clube precisa de reforços nesta temporada
Apesar das demonstrações públicas de confiança da diretoria do São Paulo, Milton Cruz não se ilude. Logo após a vitória de 1 a 0 sobre o Cruzeiro (pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, na quarta-feira), ele frisou que, ao contrário do que diz o presidente Carlos Miguel Aidar, ele não é o treinador. É ainda um membro da comissão e comandante interino do time.
"Por enquanto, estou treinador. Não sou o treinador. Sei que o clube está procurando um técnico. Na hora que acharem, volto para a minha função", disse o coordenador técnico, funcionário do clube há mais de 20 anos. "Estou trabalhando, fazendo meu melhor, esperando chegar um treinador, porque sei que presidente e Ataíde (Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol) estão empenhados nessa busca".
A declaração vai de encontro ao que falam os dirigentes, em especial Aidar, que chegou a usar a expressão "efetivado". Mesmo assim, depois de seis jogos (com cinco vitórias e uma só derrota), Milton Cruz já se sente à vontade para, também diante das câmeras, falar sobre a necessidade de reforços para o elenco. Foi com essa cobrança, entre a temporada anterior e atual, que Muricy Ramalho viu sua situação ficar desconfortável no cargo.
"Precisamos trazer jogadores para compor o grupo", destacou, ainda no Morumbi, citando a disputa simultânea de Libertadores e Campeonato Brasileiro como justificativa. "É um campeonato grande. Perdemos o Maicon, o Ademilson e o Antônio Carlos (negociados). O Alan Kardec está machucado. Acho que precisamos dar uma reforçada. Eu não, mas o São Paulo precisa de alguns reforços para a sequência até o fim do ano".
Por ora, não há contratações em vista, contudo. As primeiras novidades devem surgir das categorias de base. Como é o caso do atacante João Paulo, de 18 anos. Artilheiro do clube na Copa São Paulo de Futebol Júnior, ele até já está inscrito na Libertadores, mas se recupera de fratura por estresse na tíbia antes de ser promovido ao profissional. Só que as promessas caseiras não animam tanto Milton Cruz assim.
"Estamos usando (atletas de) Cotia. Boschilia, Lucão, Rodrigo Caio... O Ewandro estava concentrado. Além do João Paulo, estamos vendo outros jogadores. Mas eles precisam ser lapidados. Jogar no juvenil é uma coisa. No profissional, é totalmente diferente. É outro jeito, outra malandragem. O Lucão subiu e foi trabalho. Tem um certo período de adaptação", explicou.
Ainda sem a "reforçada" pretendida, o elenco do São Paulo voltará a passar por novo revezamento já no domingo, quando estreia no Campeonato Brasileiro, diante do Flamengo, no Morumbi.
Milton Cruz não se vê técnico, mas já pede reforços no São Paulo
Fonte Gazeta Esportiva
7 de Maio de 2015
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