Cañete foi contratado pelo São Paulo em 2011 e só fez um gol (Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O argentino Cañete continua no São Paulo, apesar de o clube ter anunciado, no sábado, a rescisão do contrato. A proposta para romper o vínculo a oito meses do fim foi recusada pelo meia em reunião no CT da Barra Funda, três dias atrás.
“Ofereceram R$ 85 mil de rescisão, além do parcelamento de R$ 200 mil que devem ao Cañete. Mas, nas nossas contas, o São Paulo tem quase R$ 1 milhão a bancar pelo contrato até dezembro”, revela Anderson Nunes, que é amigo e gestor financeiro do jogador, de 25 anos.
O São Paulo não paga os direitos de imagem de Cañete desde novembro do ano passado: são R$ 105 mil de dívida. O clube também não arcou com a quinta e última parcela das luvas, no valor de R$ 170 mil. Ele se acha no direito de receber o salário integral até dezembro.
O argentino começou a treinar ontem por conta própria, com a ajuda de um preparador físico particular. O Tricolor já o avisou de que ele treinará no CT de Cotia a partir de 5 de maio, caso não haja acordo até lá — o contrato de empréstimo ao São Bernardo só termina nesta data.
Cañete também ficou chateado com a fama de baladeiro que ganhou de gente do próprio Tricolor “Em quatro anos, ele não saiu mais do que dez vezes. Também dizem que ele abusou da bebida, o que é mentira. Ele só toma saque, e uma vez ou outra. Por tudo isso, a vontade dele, hoje, é de deixar o Brasil”, diz Nunes.
Cañete recebe R$ 58 mil líquidos por mês, um dos menores salários do elenco tricolor. São R$ 35 mil na carteira e R$ 23 mil de direitos de imagem - os valores foram reajustados anualmente, conforme estalecido em contrato. Há uma cláusula que praticamente teria triplicado seus salários caso ele tivesse disputado pelo menos 20 jogos em uma temporada.
O meia atuou duas vezes pelo Tricolor em 2014, 17 no ano passado, duas em 2012 e outras duas em 2011. Em 23 jogos, anotou um único gol. Para completar, Náutico e Portuguesa ainda lhe devem dinheiro. “O único clube que lhe deve ao longo de toda sua passagem pelo Brasil é o São Bernardo”, ressalta o gestor financeiro.
Intruso no ninho: Conselheiros são-paulinos têm feito pressão pela demissão de Rafael Botelho, diretor de relações internacionais. A revolta se dá porque Rafael tem salário de R$ 40 mil e, supostamente, é corintiano.
Botelho foi contratado para aproximar o São Paulo da Conmebol. Ele trabalhou por muitos anos na Traffic, o que lhe garantiu bons contatos no continente sul-americano.
Cañete cobra salários atrasados e não aceita oferta de rescisão do São Paulo
Fonte Blog do Jorge Nicola
28 de Abril de 2015
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