Foto: Robson Fernandjes/Estadçaão
O primeiro ano da gestão de Carlos Miguel Aidar na presidência do São Paulo foi muito mais movimentado do que o dirigente havia previsto quando ganhou a eleição. O aniversário no cargo, completado na última quinta-feira, encerrou um período inicial marcado por declarações irreverentes, corte de gastos e de intensos movimentos na política do clube.
O cenário atual dentro do Conselho Deliberativo do São Paulo é muito diferente do encontrado em abril do ano passado, quando Aidar chegou ao cargo indicado pelo antecessor, Juvenal Juvêncio. O rompimento dos dois foi em setembro, quando o presidente demitiu o ex-aliado do cargo de diretor das categorias de base dias depois de trocarem acusações sobre a situação econômica do clube.
De um lado, o novo ocupante da principal cadeira no estádio do Morumbi criticava a dívida deixada por Juvenal, que se defendeu ao chamar o seu sucessor de oportunista. "Esse caso não foi o único a ter causado agitação no Conselho. Tivemos outras episódios que acabaram por influenciar na movimentação de forças", explicou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
Antes aliados, atualmente Aidar e Juvenal não se falam. A briga entre eles dividiu as preferências dos conselheiros e o cenário atual mostra ainda uma nova "geografia política", com a migração entre antigos oposicionistas e situacionistas para outros blocos e ainda o surgimento de um grupo independente.
Algumas declarações do presidente nos últimos meses causaram incômodo no clube e aumentaram a rejeição a ele. Em um ano no cargo, o jeito irreverente o levou a alfinetar os rivais. Ao contratar Alan Kardec do Palmeiras, ironizou o presidente do Alviverde, Paulo Nobre, também criticou a localização do estádio do Corinthians e no começo desta semana, disse que pretendia comer uma "peixada", em referência ao confronto com o Santos pela semifinal do Paulista.
"O São Paulo tem que ficar acima de qualquer pessoa ou interesses. O presidente foi legitimamente eleito e trabalhamos para dar a ele sustentabilidade", disse ao Estado o vice-presidente do clube, Júlio César Casares.
FINANÇAS
O aspecto econômico ganhou muita atenção de Aidar no primeiro ano de gestão. O presidente disse ter encontrado um cenário muito adverso, com uma dívida bancária de R$ 160 milhões e o gasto de até R$ 28 milhões por ano com jogadores que estavam emprestados para outros clubes.
Com a meta de reduzir os custos em até 20%, o dirigente contratou um empresa para ajudar na administração e estabelecer um plano de metas para cada uma das mais de 20 diretorias de clube. "Temos um princípio de administração profissional, com a contratação de pessoas e a chegada em breve de um diretor-executivo", explicou o presidente.
Nova ordem política marca primeiro ano de Aidar no São Paulo
Presidente do clube enfrenta início de gestão com ruptura e polêmicas
Fonte Estadão
18 de Abril de 2015
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