São Paulo apresenta time feminino inspirado em história de sucesso

Depois de Sissi, Formiga e Kátia Cilene, Tricolor agora aposta em gringas e técnico vitorioso para resgatar os tempos de jogos preliminares no Morumbi de 1997 a 2000

Fonte LancNet!
Passados 15 anos desde o fim da aposta bem sucedida no futebol feminino, o São Paulo tenta resgatar a tradição criada no fim da década de 1990 graças a nomes como Formiga, Sissi e Kátia Cilene. E as aventuras do Tricolor em uma modalidade tantas vezes esquecida começarão para valer neste domingo, 10h, em São Bernardo do Campo.
Na cidade do ABC, o compromisso será contra o São Bernardo na abertura do Campeonato Paulista. O estádio Baetão receberá o confronto e, por ter gramado sintético, ajudou a aumentar os obstáculos das são-paulinas. Para minimizar os problemas de um projeto recém-criado, o técnico Marcelo Frigério organizou treino coletivo na área social do Morumbi, onde há campos sintéticos.
- Notamos a dificuldade pela aderência, velocidade do jogo... O treino de hoje foi mesmo para a adaptação, para elas sentirem. Teria sido melhor ter vindo essa semana toda para cá, mas já conseguimos um pouco de adaptação. Sentimos a dificuldade delas, mas o treino foi bom. Foi o primeiro coletivo após vários dias de treinos táticos - explicou o treinador.
Frigério é o ponto alto da aposta tricolor. Técnico desde 1991, ele acumula passagens pelo rival Palmeiras, por forças do futebol feminino, como o Kindermann-SC, e até pela seleção de Guiné Equatorial, onde disputou a Copa do Mundo de 2011. Desse caminho, colecionou experiência, confiança das atletas e adquiriu a capacidade de pinçar novos talentos até fora do Brasil.
- Fica mais fácil trazer quem já te conhece, ainda mais num momento como esse de sair do zero. Esse time eu tenho jogadoras que conheço e trouxe, mas a maioria não conhecia ainda. As que conheço pegam o que passo em uma semana. As outras precisam se adaptar mais. As da Guiné jogaram a Copa do Mundo comigo, falo espanhol com a argentina e a paraguaia... - festejou.
"As da Guiné" são Tiganinha e Dulcia, ainda machucadas, Cris e Carol Carioca, zagueira que movimenta fãs no páis africano. A argentina é a centroavante Sole Jaimes, que um dia vestiu a camisa 10 do Boca Juniores e marcou um dos gols da vitória das titulares por 2 a 1 sobre as reservas no coletivo desta quinta-feira no Morumbi. Já a paraguaia é a meia Dulce, que aguarda documentação para poder estrear pelo São Paulo.
- Essas duas trazem um glamour. Sole era camisa 10 do Boca Juniors, a Dulce é a estrela do Paraguai... Isso é sempre legal, chamam a atenção e têm qualidade. É uma retomada para o São Paulo, um projeto novo... É uma potência, principalmente pelo carinho e atenção que eles (dirigentes do Tricolor) dão. Assim, a tendência é crescer e ser vitorioso - destacou Frigério, o Tchelo.
O retorno do time feminino do São Paulo foi uma ação do diretor comercial do clube, Marcelo Pepe. O presidente Carlos Miguel Aidar já havia manifestado o desejo de retomar as atividades das meninas assim que assumiu o cargo, há exatos 12 meses, e tem o apoio da diretora feminina, Mara Casares, e do vice-presidente social, Antônio Donizeti Gonçalves, o Dedé.
CONFIRA BATE-PAPO COM O TÉCNICO MARCELO FRIGÉRIO:
São quantas atletas e quantos membros da comissão técnica? É um grupo bom?
São 25 meninas e seis pessoas na comissão. Os envolvidos do clube e da comissão são todos profissionais. Nosso preparador físico Bona era do Mano Menezes na época do Ronaldo, por exemplo. Tem a estrutura, um elenco de qualidade... Só fazer a coisa certa, trabalhar, que não tem erro.
Querem fazer com que este projeto atinja o nível daquele de 1997 a 2000, com Kátia Cilene, Sissi e Formiga?
Ainda é o início, mas lógico que pensamos no resultado. Aquela época era de mais técnica, material humano. Hoje em dia mudou, tanto no masculino como no feminino, é mais parte física. As estrelas estão todas na Seleção Permanente para equilibrar o campeonato. O São Paulo nesse cenário montou uma equipe boa para brigar pelo título. Depois, se a Seleção liberar as jogadores, você ganha mais nomes de peso aqui e repercute como antigamente. Lá a base da Seleção era toda daqui, Sissi, Catia Cilene, Formiga, Didi, Suzana, Juliana Cabral... É um processo que precisa de estrutura, solidificação para depois chegar nessa etapa. No contexto geral tem tudo para dar certo.
Do potencial que enxerga no grupo, o quanto será usado na estreia de domingo?
Daquilo que a gente pode e, com certeza, vai dar, será usado 20%. Primeiro jogo, time recente, jogadoras que vieram de um clube e estão debilitadas, acima do peso... Tem tudo isso para pegar e lapidar. Teremos quatro desfalques do que seria o titular. Marcela, campeã com o Kindermann, veio lesionada, a Dulcia veio do Foz-PR com problema na panturrilha, a Dulce não foi liberada pelo clube paraguaio, Tiganinha fez cirurgia e ainda está fraca na parte muscular... Têm problemas de contusão, parte física. O time vai começar desfalcado, então vamos moldar com o que tem para ficarmos bem mais para frente.
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