O São Paulo espera o “sim” do argentino Alejandro Sabella para as próximas horas, mas o substituto de Muricy Ramalho ainda tem duas pendências a resolver com o clube antes de assinar contrato: o valor do salário e a moeda que será utilizada para os pagamentos.
O presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar já avisou ao vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, que não aceitará pagar ao gringo mais do que Muricy recebia, ou seja, R$ 550 mil. Nem o fato de ter sido vice-campeão mundial com a Argentina na Copa passada garante privilégios a Sabella.
A justificativa é de que o Tricolor passa por enormes dificuldades financeiras - fechou o ano passado com R$ 100 milhões de déficit - e ainda terá de pagar R$ 2,6 milhões ao antigo treinador nos próximos meses, em razão da rescisão contratual.
Outro problema a ser resolvido com Sabella é a moeda: o argentino quer receber em dólar, como a maioria dos estrangeiros que trabalham com futebol no país. Porém, a desvalorização do real nos últimos meses apavora a diretoria são-paulina - cada dólar está sendo negociado na tarde desta terça-feira a R$ 3,07.
Desde que Muricy foi demitido, há oito dias, o São Paulo já disputou duas partidas sob o comando do interino Milton Cruz. Venceu Portuguesa e Red Bull por 3 a 0, pelo Paulistão. Nesta quarta, Milton terá de dirigir o time na Libertadores, em jogo com cara de decisão diante do Danubio, que já está eliminado.
São Paulo não quer pagar Sabella em dólar e limita salário ao teto de Muricy
Fonte Blog do Jorge Nicola
14 de Abril de 2015
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