Crise no São Paulo reforça racha entre CT da Barra Funda e Morumbi

Funcionários relatam medo que prejudica trabalho no dia a dia e culpam gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. Vitória contra o Linense é quase obrigação

Fonte LANCE!Net
As circunstâncias fizeram com que o São Paulo e Linense neste domingo, às 16h, no Morumbi, crescesse em importância. A responsabilidade, porém, é só do Tricolor, que encara o jogo do Estadual como um recomeço. É para começar a sair do buraco e evitar que o clube pegue ainda mais fogo.
Desde a derrota de 3 a 0 para o Palmeiras, na última quarta-feira, o São Paulo vive sob alta tensão. O vexame e seus desdobramentos deram ainda mais munição para incendiar os bastidores do clube.
O técnico Muricy Ramalho é o símbolo e peça central da crise. A abatida entrevista coletiva após o Choque-Rei agitou as cornetas no ouvido do presidente Carlos Miguel Aidar pedindo a saída do técnico e deixou o CT da Barra Funda totalmente fragilizado. E furioso.
A queixa dos profissionais que trabalham no futebol do São Paulo é de que há um clima de terror permanente gerado pela gestão de Aidar e isso acabou chegando ao time, apesar da tentativa de blindagem do vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro e do gerente executivo Gustavo Oliveira, ao lado de Muricy.
Os funcionários do CT estariam temerosos e rendendo menos do que podem em meio à crise política e agora no campo, ainda mais forte.
– O pessoal tenta se esconder com medo de perder o emprego e acaba tirando o foco – disse um deles.
As pessoas próximas a Aidar defendem o presidente e fazem críticas à estrutura da Barra Funda. Dizem que a blindagem é exagerada e deixa os jogadores em zona de conforto.
Enquanto isso, Muricy trabalhou ontem para tentar reverter o quadro. Joga hoje de olho no duelo de quarta-feira contra o San Lorenzo (ARG), pela Libertadores. Uma vitória hoje é vista como essencial para dar ânimo para a decisão na Argentina.
Muricy também quer aproveitar a partida no Morumbi para observar opções. Apesar de inclinado, ele ainda não sabe se vai abrir mão dos principais medalhões em Buenos Aires, mesmo com a avaliação de que precisam render mais coletivamente, casos de Ganso, Pato e Luis Fabiano.
O treinador sabe que só os resultados positivos vão trazer tranquilidade para seguir o trabalho. Ele ganhou sobrevida com as reuniões após o clássicos, mas sabe que tudo pode mudar dependendo do resultado que obtiver em Buenos Aires.
Um tropeço hoje, apesar de a equipe está com muitos desfalques, deixaria a situação ainda mais preocupante. O São Paulo vive em crise e tem pressa para sair dela. É hoje!
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