Uma das maiores críticas recorrentes sobre Muricy é: por que ele não saca do time quem não rende? Alguns poderiam dizer que Muricy não desiste de jogador, mas essa verdade só se aplica aos medalhões. Há paciência demais com os experientes e quase nenhuma com os jovens e promissores.
Muricy também não abre mão da sua forma de jogar, com posse bola irritantemente improdutiva, para trás, que pouco produz resultados nos jogos grandes. Quem não joga futebol objetivo com intensidade, morre. Essa é mais uma crítica ao técnico, que demora trimestres para entender o que não funciona.
Há duas maneiras possíveis de o São Paulo jogar que poderiam proporcionar uma forma mais intensa e compacta de atuar. Temos o 4-1-4-1 europeu, com quatro zagueiros em linha, e o 3-5-2 tradicional. Para funcionar, peças como Bruno, Denílson, Ganso e Luís Fabiano não poderiam jogar.
Outra questão que poderíamos debater são os laterais, posições praticamente abolidas no futebol europeu. Na Alemanha e em alguns times ingleses e italianos se adota uma linha de quatro zagueiros. Se não temos laterais confiáveis, por que não aplicar isso aqui? Seria inovador, sem dúvida, e ficaria desse modo:
No 3-5-2, esquema nada ultrapassado, teríamos uma fórmula caseira de sucesso. Muricy utilizou quando chegou em 2013, venceu e depois abandonou. Em todas as vezes que foi utilizado, recentemente, produziu as melhores atuações. 3-5-2 de novo? SIM, por que não? Ficaria assim, proporcionando segurança e intensidade:
Alguns analistas e torcedores são pacientes na tentativa de Muricy impor seu estilo Guardiola brasileiro de posse de bola. Mas, algumas formas de jogar exigem treinamentos exaustivos, sem recreativos e rachões seguidos de piscina, sem poupar. A palavra intensidade (trabalho!) nunca foi tão empregada no futebol.
Quem sabe o fico de Muricy seja de um “novo” Muricy. Quando o sol se põe no Morumbi, a esperança renasce na manhã seguinte com a fé de 18 milhões.
Wender Peixoto
Twitter: @peixotowender