São quatro clássicos em 2015 e ainda nenhuma vitória, sem sequer marcar um único gol. O São Paulo tem decepcionado seus torcedores sempre que entra em campo para enfrentar um grande rival, e os números podem ajudar a entender alguns dos problemas da equipe de Muricy. Segundo os dados do Footstats, mesmo que domine a posse de bola e troque mais passes que o adversário, o time tricolor finaliza pouco e mal, e é bastante inferior nos desarmes.
Dos quatro clássicos disputados neste ano – empate com o Santos, duas derrotas para o Corinthians e o recente 3 a 0 sofrido diante do Palmeiras –, somente neste último o São Paulo não ficou mais tempo com a bola no pé. O motivo é claro: a expulsão de Rafael Toloi logo no começo do jogo abriu espaço para que a equipe alviverde dominasse o território. Fica claro que o problema são-paulino não é esse.
São Paulo em clássicos: posse de bola

A criação de jogadas, porém, não tem acompanhado o ritmo da posse de bola. O São Paulo só teve mais finalizações que o adversário em um único jogo – a derrota por 1 a 0 para o Corinthians no Campeonato Paulista. Nos demais, mesmo ficando mais tempo com a bola, assustou pouco. A movimentação ofensiva do time não tem sido suficiente para abrir defesas, e os atacantes pegam poucas vezes na bola com chance de definir a jogada.
São Paulo em clássicos: finalizações

Outro problema nítido é na parte defensiva. O alto número de finalizações que Rogério Ceni sofre nos clássicos pode ser explicado também pelo número de desarmes do time: em todos os jogos – mesmo contra o Palmeiras, quando o São Paulo se defendeu na maior parte do tempo –, a equipe de Muricy roubou bem menos bolas que o rival. Pouco empenho na marcação, equipe pouco compacta? Fato é que a "pegada" não vem sendo uma das características tricolores.
São Paulo em clássicos: desarmes

Tranquilo na classificação do Campeonato Paulista, o São Paulo ainda não está tão confortável na Libertadores: precisa pontuar em jogos contra San Lorenzo e Danubio nas próximas duas rodadas. Caso contrário, pode ter que reverter o cenário desfavorável em clássicos justamente no momento de maior pressão da temporada, na última rodada da primeira fase, diante do Corinthians pela terceira vez no ano. O jogo no Morumbi acontece em 22 de abril. Tempo suficiente para Muricy consertar os defeitos?