Os tempos de soberania financeira do São Paulo ficaram para trás. O ano marca um período de austeridade no clube, com corte de gastos, dificuldade para achar patrocínio master, problemas de bilheteria e econômicos que levaram os jogadores a ter atraso no recebimento dos direitos de imagem.
"Estamos vivendo um ano bastante difícil, como foi 2014. Perdemos patrocínio e nosso departamento de marketing faz trabalho intensivo para que possamos nos recuperar", disse o vice-presidente de administração e finanças do clube, Osvaldo Vieira de Abreu.
Desde a Copa do Mundo a equipe está sem patrocinador master. O Estado apurou que recentemente a diretoria chegou a procurar a Caixa para discutir um contrato, mas o banco rejeitou, pois preferiu focar em Minas Gerais, onde Atlético-MG e Cruzeiro deixaram de ser patrocinados pelo Banco BMG.
A previsão orçamentária do clube para 2015 prevê ainda um déficit de R$ 53 milhões. Para amenizar o impacto, a diretoria pretende reduzir os custos em até 20% e, de olho nessa meta, já diminuiu o número de atletas nas categorias de base.
Ao contrário dos rivais Palmeiras e Corinthians, o São Paulo não conta com uma arena nova e tem sofrido com a presença do público. A média tem sido de 13,9 mil torcedores por jogo e até agora o faturamento bruto com bilheterias é de R$ 4,7 milhões – pouco mais de um terço do que os R$12,2 milhões que cada um dos rivais obteve.
Dos quatro grandes do futebol paulista, o São Paulo é o que tem o menor número de sócios-torcedores. São cerca de 45 mil participantes em dia e a meta é chegar a pelo menos aos 80 mil até o fim do ano. O faturamento anual com o programa ainda é discreto para os cofres do clube: R$ 8,5 milhões.
Todo esse cenário já obrigou o São Paulo a ter metas mais discretas para 2015. Desde setembro do ano passado o clube contratou uma empresa para fazer uma reestruturação do modelo de gestão.
Para elaborar o orçamento deste ano o clube traçou um cenário pessimista para se precaver e fez as contas com base em uma possível eliminação nas oitavas de final de Libertadores e com poucas negociações de atletas. "Ainda precisamos melhorar bastante e achar patrocinadores para a camisa. Então, vamos começar a respirar com tranquilidade", comentou Abreu.
São Paulo tenta cortar gastos, mas atrasa salários e prevê déficit
Time tenta alavancar despesas e superar bilheteria ruim em jogos
Fonte Estadão
21 de Março de 2015
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