'Projeto Centurión' segue firme para a cumbia argentina deslanchar

Muricy Ramalho, Milton Cruz, Gustavo Oliveira e Vinicius Pinotti trabalham duro para ambientar e lapidar o jovem 'Wachiturro', ávido fã de cumbia na periferia argentina

Fonte LANCE!Net
Se depender do empenho de Muricy Ramalho e companhia no São Paulo, a cumbia que Centurión não conseguiu terminar de dançar graças ao gol mal anulado contra o San Lorenzo (ARG) será cena comum em um curto período de tempo. A começar pelos jogos com Marília, às 16h deste domingo, e Palmeiras, na quarta-feira.
O técnico tem conversado muito para que o argentino tenha mais calma. O drible e a velocidade são elogiados, mas há preocupação quanto aos excessos. Na mesma proporção, há a confiança de que esses defeitos serão reparados.
– Tem que saber a hora de driblar, de fazer o passe, da transição – ressaltou o treinador são-paulino.
Difícil será conter a empolgação da torcida e a ginga de Centurión. Afinal, quando fez o primeiro gol da carreira em 2012, ele já mostrava que o ritmo de sua vida seria sempre ao ritmo da “cumbia villera”, estilo musical comum nas periferias argentinas.
- Eles pediram: “Se fizer um gol e tiver colhões, comemore bailando”. E, bem, bailei por eles – disse.
Na Argentina, Centurión ganhou apelidos da imprensa. “Ricky Maravilha, baile e diversão” e “Wachiturro”. O segundo se refere a um grupo de cumbia homônimo, famoso pela canção “Soy lo Wachiturro”, o “garoto sem vergonha”.
E os versos da música ainda proporcionam certa curiosidade. O personagem inspiração para Centurión diz: “bailo lento, lento“, nada parecido com a velocidade do gringo em campo e para cair nas graças dos torcedores e de Vinícius Pinotti, responsável por trazê-lo do Racing para o Morumbi.
– É surpreendente esse início! Começou melhor do que esperava. É uma joia a ser lapidada, um garoto. Então é importante ter paciência, está se adaptando ao futebol brasileiro, a São Paulo... Vai oscilar, é claro, mas tenho certeza: teremos um grande jogador no futuro – apostou, ao LANCE!.
Embora tenha contratado Centurión, Pinotti não mantém contato com o argentino, mas deu um jeito para estar por perto: pediu ao coordenador técnico Milton Cruz e ao gerente Gustavo Oliveira para que cuidassem do meia. Milton pela facilidade no espanhol e no trato com os boleiros. Gustavo para auxiliar em questões burocráticas. Todos no ritmo de “El Wachiturro”.
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