Ganso até defende melhor, mas Michel Bastos é quem ousa e decide no São Paulo
Fonte ESPN
19 de Março de 2015
GETTY E GAZETA PRESS
Em uma primeira olhada no elenco do São Paulo, não há muitas dúvidas sobre quem deve carregar a responsabilidade de comandar o time dentro de campo, principalmente no meio. Afina de contas, ele mesmo se define como ‘acima da média como nenhum outro armador brasileiro'. Mas os números mostram que o papel de Paulo Henrique Ganso não é bem esse no São Paulo. E quem chama a ousadia e a decisão para si é outro na equipe tricolor.
Michel Bastos marcou um gol mais que decisivo nessa quarta-feira diante do San Lorenzo. Mas vem fazendo muito mais que isso pelo São Paulo e assumindo a função de comandar o meio de campo tricolor.
Bastos, claro, tem características diferentes das de Ganso. Mas é justamente isso que parece vir fazendo a diferença para a equipe. Michel é mais ousado, arrisca mais. E os números, claro, refletem isso. Ele chuta mais (2,19 chutes por jogo contra 1,14 de Ganso), coloca mais a bola na área (4,36 a 2,42) e tenta mais dribles (1 a 0,57).
Isso tudo faz com que Michel Bastos seja muito mais artilheiro: são quatro gols no ano, contra nenhum do companheiro de posição.
E mesmo no que Ganso deveria ser muito melhor, Michel vem dando conta do recado. Paulo Henrique tem uma média de 2,14 assistências por jogo que resultam em chutes para gol. Bastos segue de perto e consegue uma média de 2 passes para finalizações por partida. Até por isso, acaba agraciado com mais passes que, de fato, resultaram em gol: uma média de 0,36 por jogo contra 0,28 do camisa 10.
É importante ressaltar, porém, que Ganso tem seus outros méritos para a equipe. O principal deles é defensivo, uma função que nunca se acostumou muito a fazer. São nada menos que 3,28 desarmes certos por jogo - Michel, por exemplo, tem 0,81.
Ganso também comanda o meio de campo tricolor de um jeito diferente. Ele corre por toda largura do gramado, como mostra o mapa de calor do jogo diante do San Lorenzo. E também tenta muito mais passes: são 60 por jogo, contra os quase 48 de Michel.
É importante ressaltar, também, que Bastos atuou mais vezes no ano (11 jogos a 7). A diferença toda se dá no Campeonato Paulista, onde Michel atuou oito vezes, e Ganso, apenas quatro. Por isso, a comparação é feita na média por partida e não em números absolutos.
FOOTSTATS


Em uma primeira olhada no elenco do São Paulo, não há muitas dúvidas sobre quem deve carregar a responsabilidade de comandar o time dentro de campo, principalmente no meio. Afina de contas, ele mesmo se define como ‘acima da média como nenhum outro armador brasileiro'. Mas os números mostram que o papel de Paulo Henrique Ganso não é bem esse no São Paulo. E quem chama a ousadia e a decisão para si é outro na equipe tricolor.
Michel Bastos marcou um gol mais que decisivo nessa quarta-feira diante do San Lorenzo. Mas vem fazendo muito mais que isso pelo São Paulo e assumindo a função de comandar o meio de campo tricolor.
Bastos, claro, tem características diferentes das de Ganso. Mas é justamente isso que parece vir fazendo a diferença para a equipe. Michel é mais ousado, arrisca mais. E os números, claro, refletem isso. Ele chuta mais (2,19 chutes por jogo contra 1,14 de Ganso), coloca mais a bola na área (4,36 a 2,42) e tenta mais dribles (1 a 0,57).
Isso tudo faz com que Michel Bastos seja muito mais artilheiro: são quatro gols no ano, contra nenhum do companheiro de posição.
E mesmo no que Ganso deveria ser muito melhor, Michel vem dando conta do recado. Paulo Henrique tem uma média de 2,14 assistências por jogo que resultam em chutes para gol. Bastos segue de perto e consegue uma média de 2 passes para finalizações por partida. Até por isso, acaba agraciado com mais passes que, de fato, resultaram em gol: uma média de 0,36 por jogo contra 0,28 do camisa 10.
É importante ressaltar, porém, que Ganso tem seus outros méritos para a equipe. O principal deles é defensivo, uma função que nunca se acostumou muito a fazer. São nada menos que 3,28 desarmes certos por jogo - Michel, por exemplo, tem 0,81.
Ganso também comanda o meio de campo tricolor de um jeito diferente. Ele corre por toda largura do gramado, como mostra o mapa de calor do jogo diante do San Lorenzo. E também tenta muito mais passes: são 60 por jogo, contra os quase 48 de Michel.
É importante ressaltar, também, que Bastos atuou mais vezes no ano (11 jogos a 7). A diferença toda se dá no Campeonato Paulista, onde Michel atuou oito vezes, e Ganso, apenas quatro. Por isso, a comparação é feita na média por partida e não em números absolutos.
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