"Prefiro pegar o Corinthians", avisa Michel Bastos

O meia virou a aposta do São Paulo para substituir o ídolo Kaká e comandar o time na Libertadores

Fonte Diário de São Paulo
Michel falou da família e da expectativa para esta temporada / Almeida Rocha
O desafio de Michel Bastos não é pequeno. Com o elenco tricolor praticamente definido, o polivalente jogador virou a aposta do São Paulo para substituir o ídolo Kaká e comandar a equipe na Copa Libertadores.
No ano passado, ele rapidamente se integrou ao clube e deu conta do recado. Para esta temporada, o ânimo está renovado. A torcida pode acreditar que vai contar novamente com um jogador dedicado, pronto para ajudar os companheiros.
Além do bom ambiente no clube, um dos motivos para o sucesso de Michel é o apoio familiar. A mulher, Letícia, e os filhos, Lucas e Valentina, estão felizes no Brasil – a família viveu por dez anos na Europa.
Em entrevista ao DIÁRIO, o meia, que em 2014 atuou várias vezes como lateral, falou da família, da expectativa para 2015 e até da preferência de pegar o Corinthians na Libertadores.
ENTREVISTA:
DIÁRIO_ Já se considera 100% adaptado ao clube?

MICHEL BASTOS_ Acho que eu me adaptei 100% até bastante rápido. Penso que tanto o grupo quanto a comissão técnica me acolheram superbem. Isso contou muito para que me acostumasse rápido e entrasse no grupo como se estivesse no clube há muito tempo. Isso é legal para que a gente possa trabalhar forte e desenvolver um bom futebol.
Pesa a responsabilidade de ser o substituto do Kaká?
Com certeza, tem uma importância, porque é foi um jogador consagrado, um ídolo do clube. Então, você substituir um jogador do nível do Kaká é sempre uma tarefa difícil. Mas provei no ano passado que tenho condições de suprir a ausência dele. Vou trabalhar forte, não para os torcedores se esquecerem do Kaká, mas para eles verem que contam com um jogador que vai fazer as mesmas coisas que o Kaká fez pelo São Paulo.
Acredita que a maior dificuldade é substituir a figura do Kaká como ídolo?
O Kaká, no ano passado, foi importante em muitos pontos. Ele chegou já sendo um líder dentro do grupo. A chegada dele também motivou bastante os jogadores a evoluir. Neste sentido, isso já foi falado até pelo Muricy, é difícil achar um jogador hoje para substituir o Kaká. Como falei no ano passado, em nível técnico, tenho futebol para isso. Mas o Kaká tem tantas qualidades que, para você suprir todas elas, é difícil.
O que espera da Copa Libertadores deste ano?
Vim para o São Paulo para jogar grandes competições, contra grandes clubes. E o Corinthians é um grande clube. Quando você joga um clássico como esse em uma Libertadores, de duas, uma: se ganha, você está lá em cima; se perde, acaba complicando. Mas faz parte do nosso trabalho passar por isso. Trabalhamos forte no ano passado para desfrutar dessa competição. Vamos ver quem vai vir. Se será o Corinthians... A gente espera uma equipe forte.
Prefere um clássico contra o Corinthians?
Eu prefiro. Gosto de jogar partidas assim. Graças a Deus, sempre tive um bom desempenho em clássico. Na maioria, joguei bem, fiz gol... Então, posso dizer que até prefiro um clássico como esse.
Falou com o Dunga desde que voltou ao São Paulo?
Não falei com o Dunga. Não tive contato com ninguém da comissão técnica ou da CBF. O real motivo da minha vinda foi o lado pessoal. Decidi jogar no São Paulo junto com minha mulher, que havia perdido o pai. Decidimos esse retorno ao Brasil para ficarmos mais perto da família. Esse foi o motivo de eu ter voltado. Mas é lógico que, se você perguntar se eu tenho vontade de voltar a jogar pela seleção, vou dizer sim.
A família também se adaptou bem a São Paulo?
A gente tinha um tempo de readaptação, mas eu e minha família estamos superbem. Não tenho do que reclamar. Tanto o lado profissional quanto o pessoal estão sendo legais. Até porque estou tendo um bom contato com os amigos e familiares. Tudo isso está sendo muito legal para mim.
Quando Michel Bastos voltou a jogar no Brasil, depois de quase dez temporadas no futebol europeu, esperava encontrar um campeonato com baixo nível técnico. Mas o meio-campista se surpreendeu de maneira positiva.
Isso não quer dizer que as competições do país não possam evoluir, na opinião do jogador. Para Michel Bastos, algumas mudanças se fazem necessárias.
“O Brasil já teve o melhor futebol do mundo, então, pode melhorar. O calendário, com certeza, neste sentido, é o problema. A gente até estava brincando que quer o início dos jogos, mas chega um período em que você quer o descanso. Na Europa, jogava uma temporada inteira e sentia o cansaço só no final dela. Joguei só o segundo turno no Brasil e fiquei esgotado”, compara o são-paulino, de 31 anos.
O meia acredita que, com um intervalo maior entre as partidas, o período de treinamentos poderia ser mais bem aproveitado.
“Acho que as equipes se preparam um pouco melhor. Há também a diferença de que eles têm um tempo maior para se preparar para a partida. Então, você vê um pouco mais de qualidade” , avalia Michel.
Avalie esta notícia: 20 1
VEJA TAMBÉM
- JOIA VOLTANDO A BRILHAR! Atacante do São Paulo se destaca na base e mira retorno ao elenco principal
- RESPOSTA DO ZAGUEIRO! Defensor do futebol espanhol dá resposta final à sondagem Tricolor
- São Paulo prepara retorno de Ryan Francisco ao elenco profissional após recuperação
- Ele ta chegando? São Paulo chega a cordo e se aproxima de anúncio de craque!
- Brasil x Marrocos na estreia da Copa do Mundo!!! Confira onde assistir!


URGENTE! Dorival Júnior é o novo técnico do São Paulo

Comentários

Nenhum comentario!
Enviar comentário
Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.

Próximo jogo - Brasileiro

Sáb - 17:00 - MorumBIS -
São Paulo
São Paulo
Botafogo
Botafogo

+Lidas Notícias

LogoSPFC.net
©Copyright 2007 - 2026 | SPFC.net