Foto: Folhapress
Além da grande rivalidade dentro de campo, São Paulo e Palmeiras têm se estranhado fora dele. A nova polêmica entre as diretorias seria a disputa por um patrocínio master da instituição financeira Crefisa. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Douglas Schwartzmann, novo vice-presidente de marketing do Tricolor, negou que possa haver um "chapéu" do rival na disputa pelo acordo com a empresa. O dirigente também analisou a dificuldade dos clubes brasileiros em fechar patrocínios com grandes empresas devido ao atual cenário financeiro mundial.
Neste final de semana, a informação de que, para a Crefisa, seria mais vantajoso fechar com o Palmeiras do que acertar com o São Paulo ganhou as manchestes dos portais. O dirigente negou que, caso isso aconteça, o negócio possa ser classificado como 'chapéu'. "Eu desconheço a informação [de que seria mais vantajoso fechar com o Palmeiras]. Estamos em contato com várias empresas desde outubro buscando patrocínio. Sabíamos que ano passado ia ser complicado até pela Copa do Mundo. A conversa com a Crefisa está adiantada, sabemos que eles estão em conversa com outros clubes, mas não sabemos nada de valores. Não acho que isso seja "chapéu", isso é mais coisa de torcedor", minimizou Schwartzmann, se referindo às provocações causadas pela contratação de Dudu pelo rival alviverde.
Para o dirigente são-paulino, trata-se apenas de uma questão financeira, que foge à rivalidade entre os clubes. ""Se eles entenderem que a proposta do São Paulo é inferior a do Palmeiras, eles vão optar pelo Palmeiras ou por qualquer outro clube. O São Paulo tem uma proposta para o seu patrocinador master bem estudada e complexa. Temos uma série de ações, não é só a visibilidade da camisa. Vamos disputar a Libertadores, estamos montando um time bastante competitivo, há uma série de coisas que compõem a proposta e os valores são flexíveis", explicou.
Sobre a dificuldade dos clubes brasileiros em fechar patrocínios para suas camisas, o dirigente disse ver a Seleção Brasileira como um dos obstáculos às negociações dos clubes. "É um conjunto de fatores. Os números talvez estejam fora da realidade por se comparar aos números da Europa. Embora, o que eu acho que pesa mais é que as empresas estão querendo se desvincular exclusivamente de um time. Muitos patrocionadores grandes estão com a Seleção Brasileira e isso dificulta o mercado dos clubes", opinou o vice-presidente de marketing do clube.
Schwartzmann ressalta que, para ele, o patrocínio principal vai muito além do que estar a marca no melhor espaço da camisa do clube. "Nenhum clube, infelizmente, tem a condição de ficar sem o patrocinador master. Eu tenho uma visão que o conceito de "master" tem que ser mais do que a visibilidade da camisa. Há que exisitr uma relação entre a marca e a torcida para que seja possível ativar o consumidor diretamente", ponderou.
Vice são-paulino nega que clube possa tomar "chapéu" de rival por patrocínio
Fonte Jovem Pan
18 de Janeiro de 2015
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