Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Após bela exibição no primeiro tempo, quando marcou três gols, o soberano São Paulo achou que a parada já estava resolvida, ficou cheio de nhenhenhém, tomou dois do Emelec, mas acordou e ganhou por 4 a 2 dos equatorianos, pelas quartas de final da Copa Sul-americana.
Com a vitória, o Tricolor avançará às semifinais mesmo se perder por um gol de diferença, na próxima semana, em Guayaquil. O vencedor enfrentará o Atlético Nacional ou Cesar Vallejo, do Peru. No jogo de ida, o time colombiano ganhou por 1 a 0.
Depois de um início em ritmo de tartaruga master, o Tricolor acertou o passo contra o atual campeão equatoriano. E, aos 11, pimba na caxirola: Kaká desceu livre pela esquerda e tocou para Maicon, que passou a Michel Bastos. O futuro substituto de Kaká bateu de primeira, sem chance para o goleiro Dreer.
Três minutos depois, Rogério Ceni evitou o empate, espalmando um chute de Herrera. Passado o susto, o time são-paulino, muito mais técnico, dominou o adversário. Com toques rápidos, encaçapou mais dois.
Aos 34, Kaká recebeu passe primoroso de Ganso, dividiu com a zaga e a bola sobrou para Hudson ampliar. Na bacia das almas, um contra-ataque fulminante: Ganso cruzou para Kaká, o meia rolou para Alan Kardec, que driblou um adversário e colocou no canto direito.
Havia nove meses que o São Paulo não finalizava o primeiro tempo vencendo por 3 a 0, mais precisamente desde os 6 a 2 contra o Rio Claro, pelo Paulistinha.
Certo de que a Inês equatoriana era morta e com parte do time devidamente paramentada de salto alto, o São Paulo deu moleza no começo do segundo tempo e se complicou.
Logo de cara, Bolaños chutou, Rogério Ceni falhou e o Emelec diminuiu. Sete minutos depois, Edson Silva vacilou, Mena aproveitou e assinalou o segundo. Por alguns minutos, o Tricolor ficou mais perdido que minhoca em anzol.
Mas aos 24, mesmo sem jogar bem, alívio: Hudson cruzou e o zagueiro Antonio Carlos completou de cabeça.
Apesar dos 4 a 2, o time são-paulino continuou cometendo muitos erros nos passes e, aos 39, Rogério Ceni evitou o terceiro gol dos equatorianos. Irritada, a torcida protestou nas arquibancadas, obrigando o Mito a deixar o gol para pedir apoio, principalmente ao trapalhão Paulo Miranda. Que foi substituído por Auro e saiu vaiado no final da partida.
Balanço das horas sem ponteiros: o Tricolor abriu boa vantagem no mata-mata, pode até perder por um gol de diferença, porém não pode bobear e achar que a fatura já está resolvida. Tanto que a torcida quase não comemorou a vitória.
Soberano Tricolor estraçalha no começo, coloca salto alto e tem apagão, mas sai na frente
Por José Roberto Malia
Fonte ESPN
30 de Outubro de 2014
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