A 45 dias do adeus, Ceni 'se livra' de hábitos e despede-se de lugares

Goleiro começa a se desprender de antigos hábitos e se despedir de cidades por onde não passará mais como jogador de futebol. Ele se aposenta este ano

Fonte LanceNet!
Por Sung Bin Shin
24 de Outubro de 2014
Toda despedida passa por desprendimento. E a hora chegou para Rogério Ceni. A um mês e meio de encerrar sua trajetória no futebol, o goleiro do São Paulo vem, aos poucos, deixando pra trás velhos hábitos com os quais se acostumou em 24 anos de carreira.
O homem que por 928 vezes foi capitão do Tricolor, tem passado a faixa para os companheiros. Foram três vezes este ano, para homenagear e reconhecer a importância de Kaká, Alvaro Pereira e Ganso.
Com o gesto, Ceni deixa o torcedor aflito, por saber que a partir do ano que vem não haverá mais o grande capitão. Mas também ajuda o clube a projetar o novo líder. Kaká não deve ficar em 2015, mas Alvaro e Ganso são candidatos, com vantagem para a liderança do primeiro.
Ceni também tem aproveitado os últimos dias como jogador para se despedir de lugares. Na quarta-feira, jogou pela primeira vez em Chapecó a, apesar do empate em 0 a 0 com a Chapecoense, saiu encantado com a recepção recebida.
– Fiquei feliz porque foi uma cidade que nos recebeu bem. Uma arena bacana, um bom gramado. Melhorando um pouco a iluminação, ficará um estádio perfeito – afirmou.
Até o fim do ano, o goleiro tem dez jogos garantidos e pode chegar a 16. Se não desfalcar mais o time, serão cinco cidades garantidas para despedidas, podendo chegar a sete, dependendo da campanha do São Paulo na Copa Sul-Americana.
No clube, ninguém imagina como será o dia seguinte ao adeus de Ceni. Ficará um vazio. A memória de ídolos deste porte jamais se apagam. O goleiro sabe disso e por isso vai, aos poucos, deixando tudo para trás...
AS AÇÕES DO MITO
Alan Kardec

Em 16 de julho, Kardec defendeu o Tricolor em jogos oficiais pela 1 vez. Ante o Bahia, Ceni abriu o placar em cobrança de pênalti e prometeu ao atacante que uma nova penalidade seria dele. Depois, Alan Kardec faria o seu com bola rolando.
Alexandre Pato
Já em 30 de julho, foi a vez de Pato ser ajudado pelo capitão. Contra o Bragantino, pela Copa do Brasil, Ceni abriu mão de cobrar penalidade para o camisa 11 fazer as pazes com as redes e emplacar a melhor sequência desde a chegada ao Tricolor.
Kaká
Até mesmo Kaká precisou de uma mãozinha do goleiro-artilheiro. Contra o Vitória, no dia 10 de agosto, o craque reestreou no Morumbi e ganhou como presente pelo retorno à casa do São Paulo a braçadeira de capitão de Rogério Ceni.
Alvaro Pereira
O uruguaio cruzou o planeta para se juntar à delegação do São Paulo no Chile e enfrentar o Huachipato no último dia 15. Como recompensa pelo esforço para ajudar o time na Copa Sul-Americana, Ceni também optou por repassar a faixa de capitão.
PH Ganso
Na última quarta-feira, Rogério Ceni decidiu nomear Paulo Henrique Ganso como capitão tricolor contra a Chapecoense. A atitude foi tomada para recompensar a dedicação e as boas atuações recentes do Maestro na temporada.
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