OFF: MP pressiona torcidas de Santos e Palmeiras

Fonte TERRA/Luciano Borges
21 de Outubro de 2014

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito cível para investigar o caso da emboscada de palmeirense contra torcedores do Santos, no último domingo na Via Anchieta. As organizadas Mancha Alviverde e Torcida Jovem do Santos terão que responder sobre a responsabilidade delas no episódio.
A uniformizada palmeirense terá que dizer se sabia ou não o que os integrantes da sede da zona sul prepararam para agredir e atacar dois ônibus que traziam os santistas para o Pacaembu, onde Palmeiras e Santos jogaram pelo Campeonato Brasileiro. Da Torcida Jovem fica a suspeita: por quê ela não pediu escolta policiail para subir a serra, como é feito nos dias de clássico em São Paulo? E qual a "missão" dos dois carros que acompanhavam a caravana?
Num deles, um Audi dirigido por André Macedo Apocalipse, atropelou um grupo de agressores causando a morte do palmeirense Leonardo da Mata Santos. Apocalipse tem que se apresentar ainda nesta terça-feira no Segundo Distrito Policial de São Bernardo. Se isso não acontecer, ele será considerado foragido e sujeito a prisão preventiva. Outros seis uniformizados, todos da Mancha Alviverde, foram indiciados por promover tumulto, associação criminosa e co-autoria de homicídio. Um deles ainda está internado em um hospital sob escolta policial.
Segundo o Cel. Marcos Marinho, diretor de segurança e prevenção da Federação Paulista de Futebol, este episódio vai servir de exemplo para a política de repressão aos torcedores violentos que vem sendo alinhavada pelas autoridades de segurança e do futebol em São Paulo. "Todos os envolvidos que foram detidos estão presos e serão enquadrados em crimes previstos no Estatuto do Torcedor. O inquérito do MP segue neste caminho e vai buscar as torcidas", disse ao Blog do Boleiro.
O cerco aos dirigentes da torcidas organizadas vai apertar: elas terão que expulsar os torcedores envolvidos na "Batalha da Anchieta". Caso contrário, passarão a ser acusados de coniventes na formação de quadrilha. "E nós vamos cobrar. Conheço os dirigentes e os advogados destas torcidas. Não há anonimato e estes primeiros torcedores presos vão perceber que estão numa situação ruim. Eles serão responsabilizados", afirmou Marinho.
O coronel da reserva, que na ativa chegou a comandar o policiamento da PM nos estádios, explicou que impedir a entrada deste torcedores briguentos nos estádios é uma tarefa que já está sendo discutida e viabilizada. Na semana passada, uma reunião com a Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público, Justiça e Federação Paulista traçou estratégia para dar força ao Juizado do Torcedor e acelerar a prisão e julgamento de torcdores violentos. Além disso, os "fichados e identificados" serão proibidos de aparecer nos arredores dos estádios, tendo que se apresentar em quartéis da Polícia Militar ou mesmo delegacias de polícia.
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