Em primeira entrevista após ser liberado Muricy declara: Se parar eu fico doente
Fonte SPFC.Net
Por Sung Bin Shin
Portal SPFC.Net/Foto:Nelson Gonçalves
O técnico Muricy Ramalho, que volta as atividades nessa segunda-feira, falou pela primeira vez sobre a situação que o levou a ficar internado na UTI do hospital.
"Estava em casa ainda pela manhã, eu sempre chego antes. Comecei a suar frio, ter tontura e sentir o coração batendo descompassado. Como eu nunca tive histórico não dei muita atenção e continuei a fazer o que estava fazendo. Fui para o CT, antes como sempre, só que nesse intervalo continuei igual. Cheguei no CT fiz o que tinha que fazer, mas não passava. Conversei com o médico e ele disse que eu tinha que ir para o hospital e lá fiquei. Eu sempre comento com minha esposa, mas é aquele negócio: 'é só um mal estar'. Só comentei com ela e ela pediu para eu ir para o hospital e eu não fui", disse o comandante tricolor em entrevista à rádio Jovem Pan.
"Eu fiquei assustado porque não pensava que era grave. Logo quando eu cheguei fui para uma sala cheia de aparelhos e começaram a me entubar, colocar soro na veia. Aí vê os médicos conversando no canto. Me disseram para ir para a UTI e eu me assustei. Claro que depois eu fiz os exames. Eu fiquei dois dias dessa maneira, mas no final do segundo dia reverteu, mas eu estou bem melhor".
Em relação a aposentadoria imediata Muricy deixou claro que retorna as atividades normalmente e não pensa em parar com o futebol.
"Não vai encurtar (passagem pelo São Paulo). Como foram feitos os exames, minha preocupação era saber se eu tinha algo no coração. Se tivesse acusado alguma coisa já ia pensar em parar. Tenho contrato até 2015 e os exames mostraram que eu estou bem. Então é só diminuir a intensidade. Eu mais converso com minha esposa. Todo mundo ficou assustado. Minha esposa está comigo há 34 anos, ela sabe o que eu penso. Ela não pede para eu parar porque é minha vida. Ela sabe que se eu parar é pior. Aí que eu vou ficar doente mesmo"
O técnico ainda comentou como será a divisão do trabalho com a comissão técnica.
"Como o problema foi emocional, a base é estresse, tenho que me acalmar um pouco em relação à vida. Pensei nisso no hospital. Não dá para querer arrumar, é um vício. Eu sou desse jeito. Tenho que me acalmar um pouco. Tem várias pessoas que trabalham comigo, deixar eles trabalharem um pouco. Na Europa eles usam muito isso. É que eu não tenho jeito, treino o time que às vezes não joga. Tenho que me acalmar"
Muricy voltou a criticar o calendário e como isso afeta a qualidade de vida dos treinadores brasileiros.
"Essa sequência, calendário maluco. Estamos com dificuldades para armar time. Hoje se tem estudo, a quilometragem dos jogadores aumentou demais. O Brasil é um país enorme, muitas viagens. A cobrança é dura demais, descabida. Parece que o técnico é muito ocupado. Vimos o técnico do Arsenal completando 18 anos. Mesmo não ganhando nada o cara tá lá com o terno, cabelo bonitinho. Quando perde o único culpado é o técnico. Podemos fazer milhões de pessoas felizes ou tristes. Então, pegamos isso para a gente. Esse calendário é maluco", finalizou.
O técnico Muricy Ramalho, que volta as atividades nessa segunda-feira, falou pela primeira vez sobre a situação que o levou a ficar internado na UTI do hospital.
"Estava em casa ainda pela manhã, eu sempre chego antes. Comecei a suar frio, ter tontura e sentir o coração batendo descompassado. Como eu nunca tive histórico não dei muita atenção e continuei a fazer o que estava fazendo. Fui para o CT, antes como sempre, só que nesse intervalo continuei igual. Cheguei no CT fiz o que tinha que fazer, mas não passava. Conversei com o médico e ele disse que eu tinha que ir para o hospital e lá fiquei. Eu sempre comento com minha esposa, mas é aquele negócio: 'é só um mal estar'. Só comentei com ela e ela pediu para eu ir para o hospital e eu não fui", disse o comandante tricolor em entrevista à rádio Jovem Pan.
"Eu fiquei assustado porque não pensava que era grave. Logo quando eu cheguei fui para uma sala cheia de aparelhos e começaram a me entubar, colocar soro na veia. Aí vê os médicos conversando no canto. Me disseram para ir para a UTI e eu me assustei. Claro que depois eu fiz os exames. Eu fiquei dois dias dessa maneira, mas no final do segundo dia reverteu, mas eu estou bem melhor".
Em relação a aposentadoria imediata Muricy deixou claro que retorna as atividades normalmente e não pensa em parar com o futebol.
"Não vai encurtar (passagem pelo São Paulo). Como foram feitos os exames, minha preocupação era saber se eu tinha algo no coração. Se tivesse acusado alguma coisa já ia pensar em parar. Tenho contrato até 2015 e os exames mostraram que eu estou bem. Então é só diminuir a intensidade. Eu mais converso com minha esposa. Todo mundo ficou assustado. Minha esposa está comigo há 34 anos, ela sabe o que eu penso. Ela não pede para eu parar porque é minha vida. Ela sabe que se eu parar é pior. Aí que eu vou ficar doente mesmo"
O técnico ainda comentou como será a divisão do trabalho com a comissão técnica.
"Como o problema foi emocional, a base é estresse, tenho que me acalmar um pouco em relação à vida. Pensei nisso no hospital. Não dá para querer arrumar, é um vício. Eu sou desse jeito. Tenho que me acalmar um pouco. Tem várias pessoas que trabalham comigo, deixar eles trabalharem um pouco. Na Europa eles usam muito isso. É que eu não tenho jeito, treino o time que às vezes não joga. Tenho que me acalmar"
Muricy voltou a criticar o calendário e como isso afeta a qualidade de vida dos treinadores brasileiros.
"Essa sequência, calendário maluco. Estamos com dificuldades para armar time. Hoje se tem estudo, a quilometragem dos jogadores aumentou demais. O Brasil é um país enorme, muitas viagens. A cobrança é dura demais, descabida. Parece que o técnico é muito ocupado. Vimos o técnico do Arsenal completando 18 anos. Mesmo não ganhando nada o cara tá lá com o terno, cabelo bonitinho. Quando perde o único culpado é o técnico. Podemos fazer milhões de pessoas felizes ou tristes. Então, pegamos isso para a gente. Esse calendário é maluco", finalizou.
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