Técnicos têm que pedir para jogadores chutarem a bola na mão do rival

O critério ridículo adotado no Brasil na marcação dos pênaltis pede isso

Fonte blog do Birner
22 de Setembro de 2014
Portal SPFC.NET/Nelson Gonçalves
De Vitor Birner
Os jogadores do campeonato brasileiro têm que chutar a bola de propósito no braço ou mão do adversário quando estiverem dentro da área.
A forma como a arbitragem brasileira, instruída pela comissão da CBF, segue a determinação da Fifa praticamente exige isso.
A mudança de critério do mão na bola ou bola na mão, que na prática é uma alteração na própria regra, é destrutiva ao futebol.
Apenas com a intenção do defensor a infração deveria ser marcada.
Forçar o toque da bola, de propósito, na mão ou braço do rival é muito mais fácil que driblar ou tabelar para criar a chance clara de gol.
Vejo os comentarista de arbitragem falarem em ” movimento anti-natural”.
Qualquer lance em que o atleta está com o braço aberto ou em movimento, além de alguns quando o mesmo está colado ao corpo, consideram penalidade máxima.
Eu acho natural o atleta correr movimentando os braços ou dar carrinho com eles abertos.
Anti-natural, um termo, aliás, horroroso do neo-futebolês, é correr, por exemplo, com os braços para trás.
A situação beira o ridículo.
O atacante movimenta os braços para ganhar velocidade enquanto o marcador precisa ficar com as mãos juntas nas costas?
Será que pensam no que estão dizendo quando cobram isso?
De qualquer maneira, o critério nocivo ao futebol, deve ser igual para todos os times que disputam uma competição, pois é isso que a torna justa.
Ruim, é verdade, mas justa.
Então, repito, os jogadores têm que forçar o neo-pênalti do futebol.
Se alguém não entendeu, recomendo que veja os pênaltis marcados para o Flamengo contra Coritiba (Copa do Brasil) e Corinthians, o de ontem do Santos contra o Figueirense, o primeiro favorável ao Corinthians no clássico frente o São Paulo, o para o Palmeiras contra o time de Muricy…
Apenas para citar alguns dos vários exemplos.
Se alguém não entendeu, na prática, para a comissão de arbitragem brasileira, qualquer contato da bola com o braço ou a mão, caso não estejam atrás das costas, é pênalti.
E não adianta fazer adaptações ao longo da competição.
Nem no discurso e muito menos na prática.
Já vi implementarem outras novidades e mudarem por causa das circunstâncias.
Meu critério na hora de comentar os jogos do Brasileirão terá como base a marcação do pênalti que na verdade não é pênalti em tais circunstâncias, apesar de discordar radicalmente disso.
Tanto faz o que eu penso.
Como diz o Tite, o “campo fala”.
E se fala bobagem, que seja para todos.
Duvido que essa inovação nociva seja mantida no futuro.
Estragará o futebol e banalizará a infração máxima dele.
Praticamente altera as propostas de qualquer sistema ofensivo dos times.
Os treinadores atentos podem e devem pensar em táticas diferentes e apelativas para tirarem proveito desse ‘invencionismo’ desprovido de nexo .
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