Aidar (à direita) tem reclamado que a crise financeira foi causada por Juvenal
Uma das primeiras decisões de Carlos Miguel Aidar ao assumir a presidência do São Paulo foi comunicar a todos os diretores que eles teriam de reduzir em 20% os gastos de seus departamentos. Isso valia para a área de marketing, comunicação, financeiro, social...
Aidar optou pela faxina ao tomar conhecimento do déficit mensal do Tricolor, que não para de crescer e chegou a R$ 9 milhões em julho, depois da perda de seu patrocinador máster - a Semp Toshiba rompeu o contrato na metade do ano, seis meses antes do previsto em contrato.
A ordem de enxugar os gastos já está surtindo efeito. O quadro de funcionários do São Paulo, que chegou a contar com 900 pessoas na era Juvenal Juvêncio, hoje tem pouco menos de 850. Entre os demitidos, vários funcionários antigos de casa e donos de altos salários.
Os cortes não se resumem à redução do quadro de funcionários. O vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, descartou o pagamento das viagens e hospedagens aos conselheiros para os jogos do time fora de São Paulo.
"Não gosto dessa história de conselheiro e diretor ficar convivendo no ambiente dos jogadores. Eles precisam ter calma para trabalhar e se concentrar", explica Ataíde, tentando minimizar o fato de sua medida garantir uma economia considerável mensalmente.
Para assegurar que o clube se torne saudável em breve, Aidar ainda determinou o fim do pagamento das horas extras a todos os funcionários - eles agora passam a ter direito ao banco de horas toda vez que ficam além do expediente.
O São Paulo fechou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 14 milhões. Já as dívidas bancárias são de R$ 140 milhões, para desespero do departamento financeiro, que gasta alguns milhões por mês apenas com juros.
O novo presidente não esconde das pessoas mais próximas que a dura realidade financeira vivida no Morumbi se deve a Juvenal Juvêncio. Só para se ter uma ideia, o ex-mandatário tricolor investiu aproximadamente R$ 45 milhões no Morumbi nos últimos anos, com reformas que teoricamente fariam do estádio uma das arenas mais modernas do país.
[SPFC.Net] Prejuízo mensal de R$ 9 milhões faz Aidar ordenar corte de 20% das despesas do clube
Fonte SPFC.Net
3 de Setembro de 2014
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