Todos os gols do Palmeiras no Brasileirão-2014 foram marcados quando havia ao menos um estrangeiro em campo. No São Paulo, adversário deste domingo, a história é diferente.
Apesar de já ter usado quatro forasteiros em uma partida, contra o Cruzeiro, foi quando teve apenas um estrangeiro jogando que o Palmeiras conseguiu até aqui a melhor eficiência nas finalizações: de 88 tentativas, nove acabaram em gol (10%). No São Paulo, foi quando só brasileiros estavam jogando que o aproveitamento foi melhor: em 62 finalizações houve dez gols (16%).
Seis jogadores de fora do país já atuaram neste Brasileirão pelo Palestra: os argentinos Allione, Mouche e Tobio, o chileno Valdivia, o paraguaio Mendietta e o uruguaio Eguren. O clube conta ainda com o argentino Cristaldo e o uruguaio Victorino, que não atuaram na competição pelo alviverde, comandado pelo treinador argentino Ricardo Gareca, que não entrou nas contas desta matéria.
Na frieza dos números, o gráfico ao lado indica que os estrangeiros fazem subir a eficiência ofensiva do Palmeiras, mas no São Paulo ela foi maior quando só havia brasileiros no gramado.
Para o clássico deste domingo, às 16h, no Pacaembu, esse contraste entre as equipes está refletido nas prováveis escalações: tudo indica que o argentino Gareca iniciará o clássico com quatro estrangeiros no time palmeirense: o zagueiro Tobio, os meias Allione e Valdivia e o atacante Mouche. Muricy Ramalho, por sua vez, deve montar o São Paulo sem estrangeiro, com Álvaro Pereira iniciando o jogo no banco de reservas.
Apesar de o Palmeiras já ter usado quatro não brasileiros contra o Cruzeiro, só três atuaram ao mesmo tempo, pois primeiro Eguren deixou o time, depois, entrou Mouche e em seguida, Mendietta saiu. Se começar jogando com quatro atleta de fora, o fará pela primeira vez.
A influência dos estrangeiros está tão grande no Palmeiras, que das 163 finalizações feitas até a 14ª rodada, apenas 37 ocorreram quando havia apenas brasileiros no gramado (22,7%).
No São Paulo, das 161 finalizações, 62 foram criadas só com brasileiros em campo (38,5%). Além do uruguaio Álvaro Pereira, o clube já teve o colombiano Pabón no elenco na competição. Ele já deixou o Morumbi.
*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Bruno Marques, Guilherme Marçal, Igor Gonçalves, Leandro Silva, Pedro Venancio, Thiago Quintella e Valmir Storti.
Palmeiras só faz gol com estrangeiro em campo. No São Paulo é diferente
No Tricolor, o melhor aproveitamento ofensivo foi conseguido quando havia apenas brasileiros jogando, enquanto no Palmeiras, a média de gols sobe com os forasteiros
Fonte Globo Esporte
17 de Agosto de 2014
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