Muricy Ramalho em situação complicada (Foto: Ale Cabral/ LANCE!Press)
Pela segunda vez em menos de um mês, o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, trocou os corredores do Morumbi pelos gramados do CT da Barra Funda. A missão do dirigente: cobrar o grupo após a eliminação na Copa do Brasil para o Bragantino.
No dia 21 de julho, em reapresentação após a derrota para a Chapecoense no Campeonato Brasileiro, Ataíde foi ao CT e teve conversa com membros da comissão técnica. Enquanto comandava treino, Muricy Ramalho trocou palavras com o vice de futebol no meio do campo.
Ontem, o segundo dirigente mais importante do São Paulo foi mais discreto. Chegou antes da imprensa e reuniu Muricy e os jogadores para conversar por cerca de 15 minutos. O LANCE!Net ouviu participantes da reunião, que relataram o tom moderado e tranquilo de Ataíde. O vice de futebol cobrou, mas deu respaldo ao grupo.
O voto de confiança, no entanto, não foi suficiente para aliviar a tensão que tem se espalhado pelo CT da Barra Funda devido as recorrentes tropeços após a Copa do Mundo. Entre a maioria dos jogadores, o sentimento é de frustração pela queda na Copa do Brasil, na pior campanha do clube na história do torneio.
– Tenho que trabalhar, conversar com os jogadores, que estão inseguros. Meu trabalho é dar força e preparar. O tempo é pouco, só dois treinos. Será mais na palavra, informações sobre o adversário. Quando a bola rolar, vão esquecer tudo. É assim que trabalharemos - disse o treinador.
Mas talvez ninguém tenha saído mais abalado do que o próprio Muricy. Após a derrota para o Bragantino, o técnico disparou grosserias contra a imprensa. Ontem, em entrevista coletiva, parecia resignado. Só desenvolveu respostas longas sobre assuntos fora do São Paulo.
Quando deu a última resposta, não hesitou em levantar e se dirigiu a passos apressados para a área restrita do CT. Desde quarta-feira, Muricy tem dormido pouco em busca de soluções para erros que ele mesmo pode ter cometido e que têm pouco tempo para serem resolvidos antes do início de uma crise.
– Não durmo porque vem adrenalina depois do jogo. Vi nossa derrota, vi a final da Libertadores. É natural de todos os técnicos. Pego o campinho que guardo em casa, começo a mexer, vi os jogos do Palmeiras... – confessou, abatido.
Bronca 'tranquila' de Ataíde gerou reflexos na postura de Muricy
Vice-presidente de futebol do São Paulo fez a segunda reunião com elenco no CT em menos um mês e deixa técnico resignado; LANCE!Net ouviu participantes da conversa
Fonte LanceNet!
16 de Agosto de 2014
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