O São Paulo se reforçou bem para a sequência do Campeonato Brasileiro. Além de poder finalmente contar com Alan Kardec, que foi comprado em abril, o clube trouxe Kaká por empréstimo e, mais recentemente, assinou com Michel Bastos. Todos homens ofensivos. A defesa, antigo setor forte da equipe e atualmente problemática, não recebeu a mesma atenção da diretoria. E a dor de cabeça fica para o técnico Muricy Ramalho na véspera do clássico do próximo domingo contra o Palmeiras.
Dos últimos nove gols sofridos pelo time, seis foram de bolas paradas. Diante do arquirrival, o treinador são-paulino não poderá contar com o suspenso Antônio Carlos, com Lucão, servindo a seleção brasileira sub 20, e com o lesionado Rodrigo Caio. As opções restantes são Edson Silva, Paulo Miranda e Rafael Tolói - este, titular, considerado um reforço pelo presidente Carlos Miguel Aidar por ter retornado de empréstimo da Roma.
"Não é que a Roma não queria ficar com o Tolói. Eles tentaram prorrogar o empréstimo e o São Paulo que não aceitou", disse Aidar.
Outro problema, porém, é que o lateral direito Douglas também está suspenso e não jogará. Assim, Muricy Ramalho terá que optar entre formar o sistema defensivo com Paulo Miranda na zaga e Luís Ricardo na lateral direita, escalação utilizada na eliminação da Copa do Brasil para o Bragantino, ou improvisar Paulo Miranda na lateral e colocar Edson Silva como quarto zagueiro. Para quem tem nomes como Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alexandre Pato e Alan Kardec na parte da frente, as alternativas são, no mínimo, desanimadoras.
"O grande problema é que agora a gente está com poucos jogadores. O número de contusões foi alto e nós temos três jogadores na seleção que a gente utiliza, que é o caso do Lucão. Agora está mais complicado, porque a gente perdeu três de uma vez. Achar que tem seis zagueiros, a gente acha que é muito. Mas perdeu o Lucão, o Antônio Carlos e o Rodrigo Caio. Então é difícil", tentou explicar Muricy.
A possível saída de Douglas também foi lembrada. O jogador está na mira do Barcelona, que estaria disposto a desembolsar até 6 milhões de euros (R$ 18 mi) em sua contratação.
"Claro que com esse problema do Douglas a gente não sabe como é que tá, a gente só ouve. Aí sim a gente pode estudar alguma coisa, mas se início a gente não tem nada porque o Douglas oficialmente não aconteceu nada", falou o técnico.
Embora haja necessidade, o futuro próximo não parece tão animador no que diz respeito a novos reforços. Essa é a posição que foi endossada por Aidar.
"Não há nada em negociação nesse momento, nenhuma contratação em desenvolvimento. Esse é o elenco base que a gente pretende manter até 31 de dezembro, salvo de algum jogador for vendido. O que não quer dizer que a gente não vai aproveitar oportunidades", afirmou o presidente tricolor.

Rafael Toloi foi tratado como reforço pelo presidente Carlos Miguel Aidar<
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