Aidar admitiu estar perdendo a paciência com o São Paulo
O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, deixou o Morumbi decepcionado com a eliminação para o Bragantino, na quarta-feira. A noite, segundo ele, foi insone, em função do inconformismo com o fato de um time repleto de estrelas ter perdido em casa por 3 a 1, de virada, para um adversário do interior paulista.
"Não dá para tomar três do Bragantino. Tínhamos vantagem do empate, poderíamos perder de 1 a 0. Saímos ganhando, estávamos com um conforto imenso. Era só tocar a bola, não sei o que faltou. Certamente, não performamos bem ontem, deixamos a desejar", avaliou, nesta quinta-feira, após apresentar Michel Bastos. "Não estou envergonhado, mas triste, porque, afinal de contas, tinha um elenco valioso dentro de campo".
Exceto Kaká (poupado por opção da comissão técnica, com o objetivo de não forçar desgaste do meio) e Alan Kardec (impedido de atuar na Copa do Brasil por já ter defendido o Palmeiras nesta edição do torneio), as demais estrelas, como Rogério Ceni, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato, estavam em campo. A equipe poderia ter sofrido uma derrota simples para avançar às oitavas de final e até abriu o placar, mas sofreu a virada na etapa final.
"Um time como esse não pode performar mal como performou. Acho que jogadores do nível do Michel e de outros que compõem o elenco devem ter uma apresentação que agrade à direção e à torcida. Eu entendo que o objetivo do São Paulo é ter um time bom, campeão, alegre, fazendo gols, se defendendo bem, disputando títulos", cobrou Aidar.
"Não sei responder (o que está faltando). Deveria estar jogando mais, deveria estar produzindo melhor. Você pode ter uma tarde infeliz, um momento, um jogo. Mas momentos se explicam uma vez, duas, quiçá três vezes. Vários momentos infelizes fica difícil", acrescentou o mandatário, garantindo, ao menos publicamente, a permanência de Muricy Ramalho independentemente do que aconteça.
"Continuo com a mesma opinião. Tem que ter frieza em cima de um momento. O Muricy é o treinador e será o treinador enquanto quiser e enquanto eu for o presidente. Não mudei de posição. A longevidade do treinador ajuda a trazer resultado. Querem exemplo bem claro disso? Peguem o treinador da Alemanha, que foi desclassificado dentro da Alemanha.Continuou e deu show aqui. Os erros nos ensinam", disse, de frente para as câmeras.
A paciência de Aidar, porém, está com os dias contados. "Segundo minha terapeuta, está pertinho do fim. Ela me disse: 'Você tem que ter um pouquinho mais de paciência. Mais duas semanas, e o time entrosa'. Vou esperar essas duas semanas para ver se ela tem razão ou não", brincou, antes de falar sobre muitos outros assuntos até pedir licença para ir dormir.
Frustrado com time, Aidar se dá mais duas semanas de paciência
Fonte ESPN
14 de Agosto de 2014
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