Números mostram evolução, mas falhas decisivas fazem São Paulo cair após Copa

Pontaria ruim e erros defensivos foram determinantes para time de Muricy Ramalho não vencer Chapecoense, Goiás e Criciúma e sair do G4 para a sétima posição no Brasileirão

Fonte IG
Alexandre Pato: cinco finalizações e nenhum gol no empate entre São Paulo e Criciúma
As estatísticas não mentem: o São Paulo é uma equipe melhor depois da Copa do Mundo do que foi nas nove rodadas do Campeonato Brasileiro realizadas antes do Mundial. O time de Muricy Ramalho trocou mais passes, tentou mais cruzamentos, finalizou mais a gol, roubou mais a bola e cometeu menos faltas nos últimos quatro jogos do que nos anteriores. O que, então, explica a falta de vitórias e a queda do quarto para o sétimo lugar na tabela? Falhas pontuais e decisivas.
O melhor exemplo para explicar é o empate por 1 a 1 do último sábado com o Criciúma, no Morumbi. O clube paulista dominou o adversário, ficando com a posse de bola em 63% do tempo de jogo. Foram 19 finalizações. Só Alexandre Pato tentou cinco vezes, o mesmo número que todo o time catarinense.
Alan Kardec abriu o placar no segundo tempo. O tropeço, porém, veio após um erro defensivo de bola parada: Rogério Ceni soltou cobrança de falta nos pés de Rodrigo Souza, que, livre de marcação, fez o gol da igualdade.
Antes da Copa do Mundo, o São Paulo tinha média de 1,78 gols marcados por partida. Depois, o número caiu para um. As finalizações certas subiram de 4,78 para 5,25. As erradas, de 6,11 para 8,75, o que ainda mostra pelo menos que o time está tentando mais. A quantidade de passes certos saltou de 342,6 para 493 em média. Os desarmes corretos foram de 17,3 para 24 por duelo.

“Infelizmente aconteceu. Sofremos o gol no último jogo e se criticou bastante a defesa. Mas se o ataque tivesse fez três ou quatro gols que perdemos, ninguém estaria falando da defesa. Falta de treinamento não é, a equipe está ajudando, mas os erros estão acontecendo. Já tivemos anos que a defesa aqui era o ponto forte. Mas o Muricy está trabalhando para corrigir isso e acredito que vamos fazer um bom jogo contra o Vitória no domingo”, justifica o zagueiro Rafael Tolói.
Diante do Goiás, partida que o São Paulo perdeu por 2 a 1 fora de casa, as falhas ficaram evidentes mais uma vez. A equipe tricolor teve 66,6% de posse de bola, trocou quase três vezes mais passes e finalizou o dobro de vezes a gol. A derrota veio em falhas em duas bolas aéreas, uma em cobrança de falta e outra de escanteio.
Antes, os são-paulinos haviam caído para a Chapecoense por 1 a 0 em pleno Morumbi. O tento da vitória catarinense, porém, veio em bela troca de passes pelo chão. Ricardo Conceição conseguiu invadir a área e tocar de bico na saída de Rogério. Mas, como nos outros duelos, os paulistas foram amplamente superiores nas estatísticas.
A única vitória pós-Copa do São Paulo no Brasileirão foi em cima do Bahia, por 2 a 0. O time também superou o Bragantino por 2 a 1 em confronto válido pela Copa do Brasil.
Ausências de Luis Fabiano e Antônio Carlos coincidem com queda

Luis Fabiano não atua há quatro jogos, mas é o artilheiro do São Paulo no Brasileirão
Os maus resultados recentes do São Paulo, e sobretudo a queda de rendimento ofensivo, coincidem com a ausência de Luis Fabiano da equipe. O camisa 9, que sofreu lesão muscular na coxa direita durante a intertemporada, não esteve em campo em nenhum dos quatro jogos depois da Copa. Antes, presente nos nove compromissos, marcou quatro gols e despontou como artilheiro tricolor.
Alan Kardec, contratado durante o Mundial, fez dois gols em quatro partidas. Já Alexandre Pato participou de 12 dos 13 duelos são-paulinos no Brasileirão até aqui e balançou as redes apenas duas vezes.
Outro desfalque que vem sendo sentido é Antônio Carlos. Com problema na panturrilha esquerda, o zagueiro ficou fora dos últimos dois jogos, justamente os que as falhas aéreas foram causas dos tropeços.
O camisa 4 deverá retornar a equipe na partida contra o Vitória. Já Luis Fabiano ainda não teve previsão de volta.
Fator Kaká e falta de padrão tático

Kaká no São Paulo: dor de cabeça tática para Muricy Ramalho
Muito comemorada pelos torcedores, a contratação de Kaká pode se tornar uma dor de cabeça para Muricy Ramalho. Isso porque colocar o meia em campo implica em mudar o esquema tático do São Paulo.
Normalmente, a equipe tricolor atua na formação 4-2-3-1. Foi assim na vitória sobre o Bahia e na derrota para a Chapecoense, ambos com Souza, Maicon e Paulo Henrique Ganso, Osvaldo, Ademilson e Alan Kardec do meio para a frente.
Com Kaká em campo, no tropeço diante do Goiás, o time mudou para o 4-4-2 ao atuar com Rodrigo Caio, Souza e Ganso ao lado do camisa 8 e Ademilson e Alan Kardec mais à frente. O esquema foi mantido no empate com o Criciúma sem o craque, mas com Denilson, Souza, Maicon e Ganso; Alexandre Pato e Alan Kardec.
Se não houver nenhuma surpresa, Kaká irá começar entre os titulares na partida com o Vitória. Ficará a cargo, então de Muricy decidir a formação. A tendência é que o 4-4-2 se mantenha, com Ganso auxiliando na armação e Pato e Kardec no ataque - Denilson, Maicon e Souza disputariam duas vagas no meio. Mas, qualquer que seja a escolha, o São Paulo já é vítima de uma falta de padrão tático.
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