Kaká ficará no São Paulo até o final do ano
Depois de 11 anos, Kaká fará na tarde deste domingo sua primeira partida vestindo de novo a camisa do São Paulo. Se o momento é especial para o jogador, é também para o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, quem o escalou pela primeira vez para um jogo na equipe profissional do tricolor, em 2001.
Hoje no comando da seleção brasileira feminina, o treinador lembra com detalhes todos os momentos do início de carreira do meia, que ficará no clube paulista até o final do ano, emprestado pelo Orlando City. Feliz pelo atleta, ele espera que o camisa 8 possa deixar uma mensagem nessa rápida passagem: o futebol brasileiro precisa de mais Kakás.
"Achei muito interessante a volta dele. O futebol brasileiro passa por um momento muito delicado, especialmente depois da Copa do Mundo. O retorno de alguém como ele valoriza o campeonato e não poderia ter momento melhor para isso. Temos hoje uma carência enorme de jogadores como ele, que jogam nessa mesma posição. Por isso, eu espero que a volta dele faça todo mundo perceber que precisamos de mais Kakás. Precisamos formar jogadores", disse Vadão, em entrevista para o ESPN.com.br.
"Fazíamos jogadores assim aos montes no passado, nas décadas de 70 e 80. Hoje não fazemos mais. Precisamos ver isso com urgência. Quem sabe a passagem dele deixa essa lição, para todos os clubes de futebol do país. Que sirva de exemplo, pois tenho certeza que ele jogará muito bem", continuou.
Foi por pouco, aliás, que Kaká não escapou. A estreia dele, inclusive, aconteceu até que por acaso, lembra o treinador. Descartado da base, depois de uma lesão, enquanto o restante do elenco disputava a Taça São Paulo, o meia foi ajudar a completar o treino dos profissionais. E deixou Vadão impressionado.
"O São Paulo me chamou e avisou que não teríamos grandes contratações naquele momento, mas me falaram que na base tínhamos bons jogadores, para eu ficar de olho. O Kaká, no entanto, não estava nessa lista. Ele teve um acidente na piscina e estava meio de lado, descartado. Os principais estavam na Taça São Paulo, e eu pedi para o técnico da base me mandar os reservas, para poder completar o treino. E veio o Kaká, que eu gostei logo de cara", contou o atual treinador da seleção brasileira feminina.
"Ele ficou surpreso quando chamei ele e avisei que iria dar um oportunidade. No primeiro jogo, no Torneio Rio-SP, contra o Botafogo, ele teve a primeira chance, mas mostrou de fato seu talento um pouco depois, na decisão da competição, quando virou o jogo com dois gols e deu o título inédito para o São Paulo. Hoje é fácil falar que eu sabia que ele iria longe, mas eu sabia mesmo que seria um grande jogador, até por isso renovamos o contrato", disse.
Além da carreira dentro de campo, Oswaldo Alvarez fez questão de destacar a postura do atleta fora dos gramados, que contribuiu para suas conquistas.
"A gente trabalha no futebol e sabe como é. Tem muito jogador bagunceiro, que fica marcado pelo que faz fora de campo. A imprensa fica sempre de olho nisso e destaca o que acontece. Então, quando a gente tem o contrário também tem de valorizar. O caráter e a postura dele sempre o ajudaram muito a ser quem ele é. Isso tem de falar também", defendeu.
Mesmo com vários elogios, sobre a Copa do Mundo, se Kaká deveria ter sido convocado, Vadão preferiu não comentar.
"Hoje é cômodo dizer uma coisa ou outra. O Felipão fez todos os tipos de análises e decidiu não levar. Não posso fazer nenhum comentário sobre isso. Ele tinha o Ronaldinho e o Kaká, mas entendeu que não era pra levar. Não adianta agora querer falar alguma coisa", respondeu.
Lembrança e recado
Das histórias que lembra com Kaká, Vadão tem uma preferida.
"O Kaká ia sempre de ônibus com a gente para o Morumbi, do CT da Barra Funda, mas nunca voltava com o time. Como a família dele acompanhava muito ele e a casa dele era por ali, aproveitava para ir direto com os pais. Só que nesse dia que ele fez dois gols e nos deu o título, ele estava tão contente e tão emocionado que se esqueceu disso. Saiu do vestiário foi correndo para ônibus, ainda na euforia. Acho que alguém da família dele teve de lembra-lo que estavam lá esperando (risadas)", contou o treinador.
"Desejo toda a sorte do mundo pra ele durante essa passagem e que seja muito feliz. Eu espero que ele faça dois gols na estreia dele também. E que, claro, não esqueça que não vai voltar com todo mundo", brincou.
'Descobridor', Vadão pede que Kaká deixe lição para o futebol brasileiro
Fonte ESPN
27 de Julho de 2014
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