São Paulo dá ênfase ao K na volta de Kaká, mas vetou a troca do apelido por um período
Nesta época em que o marketing tem cada vez mais importância para os clubes de futebol, a letra K vem sendo explorada nas ações do São Paulo que destacam o retorno de Kaká. Mas nem sempre foi assim. Em 2001, a então promessa da base tricolor começou nos profissionais sendo chamado de Cacá e tentou mudar pouco tempo depois a grafia do apelido, mas enfrentou uma resistência inicial na diretoria.
Ricardo Izecson dos Santos Leite fez sua estreia pelo time principal são-paulino em 1º de fevereiro de 2001, entrando no decorrer do empate por 1 a 1 contra o Botafogo, ainda na primeira fase do Torneio Rio-São Paulo. A competição, que era tratada como um laboratório pelo clube para os testes no time, acabou conquistada pela equipe, depois de grande atuação do então Cacá na decisão contra o mesmo time do Rio de Janeiro.
Depois da conquista, o meio-campista revelou a preferência pelo apelido com K, pois, na comemoração do troféu, no Morumbi, distribuiu autógrafos escrevendo Kaka, sem acento. A atitude gerou a curiosidade dos fãs, e o garoto revelou que era assim que gostaria de ser conhecido.
“Quando eu estava no amador, achavam que era mais interessante eu assinar com K”, declarou o jogador, em edição do jornal A Gazeta Esportiva veiculada dois dias depois do título. “Eu pedi para, se possível, mudar. Mas não é uma exigência”, acrescentou, ciente de que a mudança poderia ser inviável no Paulistão, que já estava em andamento.
No entanto, no dia seguinte, o então diretor de futebol do clube, José Dias, mostrou-se contrário à alteração do nome. “Agora, esse apelido já ficou conhecido em todo o país e até internacionalmente. Já é uma marca, que não vale a pena mudar”, justificou o dirigente.
Apesar do veto inicial, José Dias ainda deixava aberta a possibilidade de pensar no assunto. “Mas ele deveria ter visto isso no começo do campeonato”, advertiu. O fato é que o meio-campista seguiu como Cacá nas partidas seguintes, mas, pouco mais de um mês depois, o clube enfim cedeu e trocou a grafia para Kaká, com acento.
Como imaginava o dirigente, o nome ficou internacionalmente conhecido, mas com K. Hoje, a letra relegada no São Paulo é a C, sendo trocada nas redes sociais e no site oficial do clube em palavras como Trikolor e kasa, em campanhas que se referem ao retorno do ídolo, que vai estrear nesta segunda passagem pelo time neste domingo, diante do Goiás, no Serra Dourada.
Hoje explorado pelo São Paulo, "K" foi vetado a Cacá em 2001
Fonte Gazeta Esportiva
26 de Julho de 2014
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