Aidar marca reunião por nova liga de clubes e cutuca Nobre

Fonte Terra
Foto: Allan Farina / Terra
A cidade do Rio de Janeiro recebe nesta quarta-feira o III Seminário de Gestão Esportiva FGV, que conta com presenças de personalidades do esporte como Cafu, o ministro Aldo Rebelo e o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Na plateia, outros nomes do futebol se fazem presente, como o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar. Acompanhado por outros mandatários, como o flamenguista Celso Antônio Bandeira de Mello, o dirigente afirmou que a presença dos cartolas vai continuar em uma reunião que pode definir a criação de uma nova "liga" entre os clubes.
De acordo com o são-paulino, presidentes e representantes irão se encontrar após o almoço e discutirão a necessidade de uma organização que una os clubes. "Pretendemos hoje depois do almoço reunir os presidentes dos clubes para começar a conversar sobre a ideia de uma nova liga. Não estou falando para disputar campeonato, e sim uma união, uma liga", disse Aidar.
"A ideia é usar esse momento em que estão todos aqui no Rio e tentar conversar, bater um papo. Vamos conversar sobre interesses em comum, sobre fortalecimento dos clubes, endividamento. Não tem pauta. Vamos conversar. Vai ser o primeiro encontro dos presidentes nesse sentido", explicou.
Esta nova "liga" tem semelhança com o Clube dos 13, que ficou enfraquecido desde que perdeu seu poder de negociação com os direitos de transmissão de partidas com as emissoras de televisão. Entretanto, Aidar fez questão de desvincular a reunião desta quarta da entidade já existente.
"O Clube dos 13 tem aquela imagem de querer organizar campeonato, não é isso. Queremos pensar nos interesses conjuntos de todos os clubes. Vamos deixar a rivalidade para dentro de campo", afirmou o presidente do São Paulo, que tem ambições altas.
"Queremos pedir uma audiência com a presidente da República, levar os presidentes dos 20 clubes que agora estão na Série A, e mostrar que precisa haver engajamento do governo para valer. O governo não pode fazer disso um discurso político. Muitos clubes, como o caso do São Paulo, confessaram dívidas que eram questionáveis para entrar na Timemania, que não é atração de aposta. A tributação da Timemania é de 46%. Ou o governo abre mão dessa tributação ou ela nunca vai ser atrativa aos clubes", argumentou.
O presidente do São Paulo ainda alfinetou o palmeirense Paulo Nobre, de quem virou desafeto durante a ida de Alan Kardec do clube alviverde ao tricolor. O Palmeiras não teve seu presidente no seminário e nem mandou um representante, fato que foi lamentado por Aidar.
"É uma pena que não tenha vindo. Devia ao menos ter tentado mandar um representante", disse o são-paulino, que revelou que tentou uma reaproximação com Nobre. "Eu tentei conversar com ele... é muito pequeno. Não se dá conta da importância do futebol como um todo", afirmou.
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