Organizada do São Paulo tentará entrar com as faixas na final da Liga dos Campeões masculina (Foto: Allan Brito / Terra)
Duas faixas chamaram atenção, nesta quinta-feira, no Estádio do Restelo, em Lisboa, onde aconteceu a final da Liga dos Campeões feminina. Elas foram estendidas pela torcida organizada Dragões da Real e tinham o escudo do São Paulo e também a mensagem "não ao racismo" em inglês. Mas por que torcedores paulistas foram para um jogo feminino na Europa? Não parecia fazer sentido, mas a reportagem do Terra foi entender e há uma razão por trás disso.
De acordo com André Azevedo, presidente da Dragões, não se trata de um projeto começado agora. O grupo contou que já esteve em outros jogos importantes na Europa, como o clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04, para ver a atuação das organizadas europeias: "nossa ideia é documentar tudo e levar ao Brasil para mostrar mitos que existem no futebol europeu e algumas verdades que podem melhorar lá".
A iniciativa partiu da Dragões e já conta com apoio de autoridades, como o Ministério do Esporte e as Secretarias da Juventude de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Além de estar na final desta quinta-feira, a organizada também pretende entrar com as faixas na decisão masculina entre Real Madrid e Atlético de Madrid, neste sábado.
Veja as ideias e propostas que a Dragões pretende mostrar quando voltar ao Brasil
A visão brasileira sobre o futebol europeu costuma ser superficial, o que gera alguns mitos, de acordo com André: "dizem que aqui (na Europa) não tem violência. Mas é uma grande mentira. A gente viu o clássico na Alemanha, visitou as torcidas e viu como eles têm problemas lá também".
Outro mito apontado pelo presidente da Dragões é sobre as arquibancadas brasileiras: "dizem que aqui estão todos sentados. Mas no Campeonato Alemão eles mantiveram a tradição para os ultras (como são chamados muitos torcedores organizados na Europa) ficarem em pé", observou André.
Ideias
Não é nada revolucionário nem uma grande novidade. É um fato: a impunidade contra torcedores violentos e que que geram confusão contribui para que a violência aumente no País. Essa também é uma observação da Dragões em suas visitas pela Europa: "na Alemanha eles são bastante severos com isso. Já no Brasil eles simplesmente deixam a coisa seguir",
Por fim, outra proposta que a Dragões considera importante documentar para os brasileiros é a aproximação entre diretores e torcidas organizadas. Alguns clubes, como Palmeiras e Cruzeiro, se afastaram totalmente desses grupos recentemente.
Este clubes cortaram a distribuição de ingressos para as organizadas. André afirma que a Dragões não exige esse privilégio e sugere uma ideia: "na Europa quem é das ultras tem um plano de sócio diferente, porque eles vão sempre, puxam os gritos e podem fazer a diferença para o time", concluiu.
Organizada são-paulina vai à Champions por mudança no Brasil
Fonte Terra
23 de Maio de 2014
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