São Paulo aproveita turbulência de rivais e oferece paz a 'vira-casacas'

Alan Kardec se junta ao ex-santista Paulo Henrique Ganso e ao ex-corintiano Alexandre Pato para superar problemas com os ex-clubes na tranquilidade do Morumbi

Fonte LanceNet!
Muricy conta com três 'vira-casaca' no elenco (Foto: Ale Cabral/ LANCE!Press)
A chegada de Alan Kardec fez com que o São Paulo completasse trinca de aquisições de rivais para reforçar o elenco. Desde 2012, o clube tem monitorado situações turbulentas em Santos, Corinthians e Palmeiras e seduzido atletas com promessa de paz.
Kardec deixou o Verdão após recuo dos dirigentes nas negociações para mantê-lo e encontrou Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato no CT da Barra Funda. Além de terem “virado a casaca”, os três têm em comum o fato de chegarem ao Tricolor após atrito com dirigentes de seus ex-clubes e com a missão de reconduzir o São Paulo aos títulos ao lado de Luis Fabiano.
– Tenho primeiro que achar um espaço pra jogar junto. Qualidade técnica é indiscutível, todos jogadores a nível de seleção brasileira, fico muito feliz de jogar com atletas assim – destacou Alan Kardec.
Paulo Henrique Ganso foi contratado em 2012 e custou ao Tricolor R$ 17 milhões (o grupo DIS arcou com mais R$ 7 milhões). Primeiro por problemas físicos, depois pela concorrência com Jadson e, atualmente, pelas cobranças de Muricy Ramalho, o Maestro ainda não se firmou como a estrela esperada no clube.
Alexandre Pato foi envolvido na troca que levou Jadson em definitivo ao Corinthians e chegou a custo zero no Morumbi. Os são-paulinos arcam “apenas” com os R$ 400 mil de salário. O atacante demorou a estrear, mas logo virou titular absoluto e foi ovacionado antes de cada uma das sete partidas que disputou.

Alan Kardec foi contratado por R$ 14 milhões do Benfica (POR) e provocou o rompimento do São Paulo com a diretoria do Palmeiras. A estreia no novo clube, onde receberá R$ 300 mil por mês, deve acontecer somente após a Copa do Mundo, mas a torcida tricolor tem demonstrado apoio ao camisa 14 em redes sociais e aposta em sucesso dos ex-rivais para a conquista do hepta do Brasileirão.
Dos três, Pato já escapou da ira dos corintianos por não poder enfrentar o ex-clube devido à cláusula contratual. Já Ganso levou chuva de moedas na Vila Belmiro e Alan Kardec certamente não será bem recebido no reencontro com o Palmeiras no Campeonato Brasileiro.
Insatisfação nos rivais, esperança no Tricolor...
GANSO

Persona non grata
A passagem de Ganso pelo Santos foi encerrada da pior forma possível. O meia rompeu com a diretoria e o presidente da época, Luis Alvaro Ribeiro. Ele ainda era representado pela DIS, empresa que vive litígio com o clube. A situação ficou insustentável até que Ganso pediu para sair. Na volta à Vila Belmiro, em 2013, recebeu uma chuva de moedas, acusado de ser mercenário. O jogador não admite, mas ficou muito magoado com toda situação.
Enfim, estrutura!
Ganso, que negociara com o Corinthians em 2011, ficou seduzido pelo São Paulo. Aliado à DIS, o diretor de futebol da época, Adalberto Baptista, entrou com tudo na negociação. A investida fez Juvenal Juvêncio dizer que a negociação tinha demandado muito dinheiro e intelecto. Ganso retribuiu o carinho. Assim que chegou ao novo clube, colocou a estrutura do Santos bem abaixo da encontrada no CT da Barra Funda. Dizia-se muito feliz.
ALEXANDRE PATO
Mundo da lua
Pato passou toda a passagem pelo Corinthians sob desconfiança. Ninguém questionava seu talento, mas os relatos eram de um jogador indiferente, de pouca vontade. O técnico Tite reclamou de seu pouco empenho para cumprir ordens táticas. Mano o criticou em coletiva. Dirigentes diziam que ele vivia no mundo da lua. A torcida passou a persegui-lo nos jogos, sobretudo após a cavadinha errada contra o Grêmio, pela Copa do Brasil.
Amor à primeira vista
A diretoria do São Paulo só se convenceu de que valia à pena contratar Pato depois de falar com ele. O primeiro relato impressionou. O jogador se emocionou e enumerou, na sua visão, as questões que o prejudicaram. Disse que se sentia boicotado, desamparado e, o melhor: que iria fazer de tudo para dar a volta por cima. Hoje, elogia o ambiente na nova casa e a blindagem dos jogadores e de Muricy. Não pensa em voltar para o rival.
ALAN KARDEC
‘Pipocada’
Kardec nunca se queixou da torcida, do ambiente ou da estrutura encontrada no Palmeiras. No entanto, o modo como a diretoria conduziu a negociação para sua permanência o tirou do sério. O atacante se queixa que, em duas ocasiões, seu pai aceitou as ofertas propostas, mas o presidente Paulo Nobre voltou atrás. O jogador ainda viu uma tentativa de jogá-lo contra a torcida e resolveu que não gostaria de continuar no clube.
Poucas ideias...
A negociação com o São Paulo foi fechada em apenas um encontro, não muito longo. O Tricolor ofereceu valores superiores, mas, o que mais encantou o atacante, foi a firmeza na postura e no projeto proposto. A possibilidade de voltar a trabalhar com amigos, como o volante Souza, e de ser dirigido novamente por Muricy Ramalho também o seduziram. No São Paulo, Kardec viu a chance de conquistar títulos ainda este ano.
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