Após o clássico deste domingo, o empate em 1 a 1 contra o Corinthians, Muricy Ramalho não escondeu sua irritação com o garoto Gabriel Boschilia, caminhou até o centro do gramado e fez duras críticas ao jogador antes mesmo de se dirigir aos vestiários. Questionado sobre a ação, o treinador desabafou na entrevista coletiva, afirmando que o Centro de Treinamento da Barra Funda não era Cotia – sede das categorias de base do São Paulo. Nesta terça-feira, o presidente Carlos Miguel Aidar tentou amenizar um possível atrito com o comandante por causa da declaração.
Para o mandatário, Muricy Ramalho estava de cabeça quente e não fez críticas diretamente ao centro de treinamento das categorias de base. A intenção do treinador, no entendimento de Aidar, era dar um choque no garoto, que disputou a Copa São Paulo e Futebol Júnior e foi recém-promovido ao profissional. O comandante, por sua vez, se justificou alegando que Boschilia não cumpriu o que foi pedido antes de alteração ser feita no segundo tempo.
“O São Paulo levou o gol por uma falha na cobertura pelo lado, o Muricy colocou o Boschilia. O Osvaldo teria de fazer aquela cobertura e ao colocar o Boschilia deve ter dado a mesma recomendação. Ele ficou nervoso, é do calor da torcida, o São Paulo teve mais presença em campo no jogo. Mas vejo como um desabafo, não há nada contra”, tentou amenizar Carlos Miguel Aidar.
Boschilia entrou no segundo tempo do clássico contra o Corinthians, com a missão de substituir Oswaldo pelo lado esquerdo do tempo. Naquele setor, por causa de uma falha de cobertura do atacante, o São Paulo havia sofrido o primeiro gol do adversário. Ao longo da partida, porém, o garoto foi flagrado pelo treinador na ponta direita em alguns momentos, o que deixou Muricy Ramalho bastante irritado.
Defensor do Centro de Treinamento de Cotia, um dos principais legados de seu antecessor Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar disse que local abriga o futuro do time do Morumbi, e não pode ser criticado desta forma. De acordo com o mandatário, a política do clube é sempre valorizar a base, e contratações como a de Kardec, um jogador já renomado, devem ser vistas como exceção.
“Cotia é a base do São Paulo, temos muitos jogadores de Cotia, é o futuro do São Paulo. Essa contratação do Kardec é exceção. Nossa ideia é valorizar a base sempre. Não há nada que desmereça ou invalide o trabalho da base, ela será prestigiada como fonte de atletas ao São Paulo”, completou o presidente tricolor.
Aidar entende crítica de Muricy a Boschilia e sai em defesa de Cotia
Fonte Gazeta Esportiva
13 de Maio de 2014
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