Kardec foi apresentado pelo São Paulo nesta terça (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
A saída do Palmeiras após uma negociação dura com o clube deixou feridas abertas em Alan Kardec. Hoje no São Paulo e na lista reserva do técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo, o atacante se sentiu exposto pelo modo com que a diretoria Alviverde tratou a sua renovação, que acabou tendo um ponto final no início de maio.
Em entrevista ao "Arena SporTV", o jogador reafirmou que aceitou as propostas do Palmeiras em determinados momentos e disse que a intenção do clube era vendê-lo na primeira metade do contrato, que duraria cinco anos.
- Na negociação, estaria fazendo um contrato de cinco anos com produtividade. E aceitei tudo. Só que tem duas situações: uma é que possa acontecer uma lesão. E também tem a do contrato. Muito se fala de valores, mas o que sempre foi colocado para mim era que eu me valorizaria em um ano e meio, dois anos, e seria vendido, em um contrato de cinco anos onde 70% do contrato ficaria nos últimos dois, três anos. Qual era o meu pensamento? Poxa, eles estão pensando que eu vá valorizar, terei um custo baixo, serei vendido e o final do contrato não vou cumprir. Era risco para o jogador, e para o lado do Palmeiras. Só que era um investimento, se pegar valor do mercado, cabia dentro do bolso do Palmeiras. Faltou um "time (tempo, em inglês)" na negociação, talvez um pouco mais de carinho - disse Kardec.
Kardec também criticou o vazamento de informações durante as negociações. Ele sentiu que isto poderia afetar sua imagem com o torcedor palmeirense.
- Eu não via no meu ponto de vista (que deveria) falar da negociação, porque acho antiético. E o meu pai falou para defender. Como eu falei, nos reunimos em um dia, passavam 30 minutos e estava na internet que o atleta recusa proposta. Quer dizer, só o atleta recusa proposta? O torcedor vai vir e falar: "Você quer tanto ficar, mas quer tirar todo o dinheiro do clube?" Teoricamente seria isso - disse Alan Kardec.
Kardec foi apresentado pelo São Paulo nesta terça-feira, no CT da Barra Funda. Ele, que usará a camisa 14 do ídolo Thierry Henry, foi a primeira contratação do presidente Carlos Miguel Aidar. O acordo para compra dos direitos do Benfica custou 4,5 milhões de euros. O jogador receberá R$ 300 mil por mês.
Kardec diz que intenção do Palmeiras era vendê-lo antes do fim do contrato
Segundo atacante do São Paulo, ideia do Alviverde era lucrar com saída do jogador em até dois anos dos cinco do acordo. Ele disse que faltou carinho
Fonte SPORTV
13 de Maio de 2014
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