Segunda-feira passada acordei com um certeza: devo desde já controlar as emoções em relação aos próximos jogos. Sabia que acompanharia as notícias preocupada com qualquer desfalque repentino pelos jogos de quarta-feira e domingo.
Quarta-feira valia classificação e um respeito de favoritismo (odeio ser favorito em qualquer campeonato), domingo era Majestoso. Vale três pontos, vale o clássico. Afinal, Majestoso é sempre Majestoso.
Fui ao Pacaembu quarta-feira com certeza de vitória e com a alma calma. Claro que fiquei tensa, claro que sofri a cada minuto, óbvio que sai contente.
No segundo gol do São Paulo contra o CRB eu já pensava "Ganhamos esse, agora é focar no domingo".
Pois é, invadimos Barueri. Levantamos o bandeirão com o rosto do M1TO e mostramos a que viemos. A torcida veio assistir vitória.
A escalação, a cantoria, a euforia e emoção. Tudo estava em sintonia da melhor forma: era domingo de clássico, com certeza, um domingo diferente dos outros.
Entramos de campo com a vantagem da posse de bola. No primeiro tempo, pelo menos nos primeiro 35 minutos, só deu São Paulo. Sempre com alguns passes errados e nenhum chute a gol.
O Corinthians mostrava a zaga "mais eficiente" do brasileiro até agora. Fechados, marcadores, catingueiros.
Com 15 minutos já pensava com meus botões "Luis Fabiano vai levar amarelo desse jeito". Até eu assistindo não me continha, era ofensa em lance parado, era tapa que sobrava, cotovelo a mais, pé em lance sem bola. Complicado, mas isso é clássico, tem que estar acostumado. Incrível, Luis Fabiano se segurou mesmo quando no segundo tempo, o zagueiro-que-se-acha-xerife tirou satisfação da falta dentro da área no Cássio. Em 2 segundos, 3 corinthianos cercavam nosso camisa 9, pensei logo em confusão, mas ele saiu pela tangente tranquilo. Mostrou uma evolução madura nesse jogo.
Aos 35 minutos do primeiro tempo, tudo aconteceu. O Corinthians começou a mudar a partida. Dominaram a posse de bola, aproveitaram contra-ataques, tabelaram e nos mostraram a zaga indefinida que temos. Danilo pra Guerreiro ocasionou em uma defesa espetacular de Rogério Ceni. Quem mais parou de respirar ali?
Tomei um susto, comemorei como se fosse um gol.
Fomos pra cima também nos 10 minutos finais. Vi Luis Fabiano em 2 lances buscando a bola no meio-de-campo e saindo pra jogada, o que é anormal vê-lo correndo com a bola até a área. Enfim, não resultamos em gol com falhas pequenas.
Intervalo, volta o segundo tempo. Menos de cinco minutos, Romarinho pega a bola, ninguém bate de frente. Álvaro Pereira atravessa o campo atrás de Romarinho que deita e rola, tabela com Guerreiro que acha Fagner lá do outro lado, perdido, desmarcado, livre e gol. Gol deles, Arena Barueri calada, a galinhada foi à loucura.
Tínhamos 40 minutos pra recuperar. Mas eu já imaginava que em menos de 10 minutos, como sempre, o time do São Paulo cansaria e aí bateria o desespero. Era a hora de mexer. Eu apostava em Boschillia desde o começo, mas Muricy apostou em Pabón que se move à meio-campo obrigando Mano a mexer no posicionamento pra não perder seu esquema tático.
Romarinho e Danilo também foram sacados. Agradeci a Deus e lembrei da falta que Pato faz.
Ganso fez uma partida e tanto. Mostrou porque é o "acima da média", fez uma partida nos estilo "Me chama, Felipão". Curtiu o jogo, evoluiu ainda mais no segundo tempo e fez aquela giradinha, fugindo da marcação, encontrando Luis Fabuloso que recuperou aquela bola perdida e... gol!
Respirei aliviada. Aquela era da "zaga imbatível" que não sofria gols a 7 jogos e que teve seu último gol sofrido pelo São Paulo, acabou. Nós fizemos gols há 7 partidas e fizemos hoje de novo e faremos no futuro novamente. "Recorde de mais tempo sem levar gols", contra o São Paulo não existe.
Saímos no empate. Prontos para pegar o Flamengo no Maracanã e subir na tabela. Mas com um futebol que evolui. Um camisa 10 que é acima da média, um camisa 8 que acompanha a qualidade e um camisa 9 que voltou a ter prazer em fazer gols.
Minhas expectativas hoje são boas. Saio com o coração meio cansado, porém, esperançoso.
E, repito, acima da média sim! Maestro!
Já estou pensando no próximo Majestoso, fora de casa. Já visualizo um sonho de gols tricolores em Itaquera.
PS: Obrigada, Antonio Carlos por não fazer nenhum contra hoje. Ia ser difícil recuperar. (tom irônico, pessoal)
Layla Reis https://www.twitter.com/laylarps
[SPFC.Net] Majestoso é sempre Majestoso - Por Layla Reis
Fonte SPFC.Net
11 de Maio de 2014
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