Em 2010, Muricy recebeu prêmio de melhor técnico do Brasileiro de Mano, então na seleção
O clássico de domingo colocará frente a frente Muricy Ramalho e Mano Menezes pela primeira vez depois da polêmica em torno da eliminação precoce do Corinthians no Campeonato Paulista, definida com derrota do São Paulo para o Ituano. Na época, o são-paulino não gostou de ouvir o treinador rival insinuar que sua equipe poderia ter facilitado o jogo propositalmente.
Quase dois meses depois daquele 16 de março, no entanto, Muricy garante ter superado o assunto. "Não falei com ele (desde então), porque a gente mora longe um do outro e não frequenta os mesmos lugares. Já ficou para trás", disse o técnico, depois de comandar o penúltimo treinamento antes do jogo, que terá o São Paulo como mandante, mas em Barueri.
Na ocasião, Mano disse que "cada um sabe com que consciência coloca a cabeça no travesseiro" e que os "deuses do futebol" se encarregariam de conduzir o futuro. Romarinho, seu atacante, foi além ao falar que "todo o mundo sabe que foi armado". Muricy rebateu: "Não pode pôr em dúvida as pessoas. E eu durmo bem pra caramba, viu? Nunca estive metido em nada e não aceito esse tipo de insinuação".
O treinador corintiano também deixou a polêmica de lado e, questionado se cumprimentaria o são-paulino antes do dérbi, afirmou: "Geralmente, quem toma a iniciativa para cumprimentar é o mandante do jogo. Se o mandante do jogo quiser, eu vou estar lá", afirmou o gaúcho, que preferiu não revisitar a discussão de dois meses atrás. "O que passou, passou. A gente colocou as opiniões que tínhamos. Foram opiniões diferentes: umas para cá, outras para lá. Acima de tudo, existe respeito comum jogo desse tamanho."
Os dois trocaram explicações públicas por mais alguns dias até que o assunto esfriasse. À época, no entanto, a impressão foi de que a amizade entre eles, iniciada em 2005 quando Muricy dirigia o Internacional e Mano comandava o Grêmio, havia ficado abalada. Na capital gaúcha, os treinadores moravam no mesmo prédio e costumavam beber vinho juntos enquanto falavam sobre futebol.
O que Muricy não deixa para trás é a convicção de que, no futebol brasileiro, os técnicos são pouco valorizados e reféns de resultados imediatos. Um dia depois da demissão de Gilson Kleina no Palmeiras, o são-paulino saiu em defesa do companheiro de profissão, sobre o qual diz ter boas referências pessoais, apesar de não conhecê-lo a fundo - e, sim, apenas de enfrentá-lo à beira do campo.
"Sempre estoura no técnico. Por isso é que tem que se impor e não se pode ouvir palpite. Para, quando sair, sair com a cabeça consciente de que ele foi ele mesmo. Fico triste, porque percebo que é um técnico do bem. Isso é importante falar. Não adianta só ser um bom técnico. Tem que ter valores, exemplo, bom caráter, ser uma boa pessoa. Não o conheço pessoalmente, mas as informações sobre ele são essas", elogiou.
Enquanto o Palmeiras estuda a contratação de um novo técnico, os "deuses do futebol" colocam Muricy e Mano frente a frente novamente às 16 horas (de Brasília) de domingo, em Barueri. Um duelo válido pela quarta rodada do Brasileiro, no qual o vencedor terminará acima do rival na classificação.
Muricy e Mano esquecem polêmica; são-paulino elogia caráter de Kleina
Fonte ESPN
9 de Maio de 2014
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