[SPFC.Net] Preleção da arquibancada: decisão São Paulo x CRB – por Peixoto

Fonte SPFC.NET
Nação Tricolor do Maior do Mundo, lá se foram dois pontos no sábado. Péssimo empate no Pacaembu – estádio que já foi SPFC na década de 40 – para uma competição de pontos corridos. Muricy Ramalho completou 411 jogos como técnico do São Paulo, igualando marca histórica de Telê Santana. Torcida deu show, lotou e empurrou. Mas...
Por que Muriçoca anda mexendo tanto no time? Por que entrar com quatro atacantes, sem meia armador de ofício? Por que Maicon nunca sai? Por que não se adota de vez o 4-4-2, esquema que já se mostrou mais equilibrado? Por que Pabón, e não Boschilia? São muitas questões. Muricy desafiou a lógica no 4-1-1-2-1-1, pelo que vimos no último sábado.
Ok, Ganso estava pedindo a reserva. Mas, entrar sem meia de armação, contra uma retranca, foi temerário. Muricy disse que, na Europa, não se joga com um único esquema. Entretanto, a dificuldade é não ter nenhum esquema. Várias formações de frente foram testadas na equipe, sem resultado. O time não tem confiança para desenvolver jogadas ofensivas, porque sabe: se perder a bola na frente haverá um deus nos acuda lá atrás.
Falta equilíbrio, segurança e consistência ao meio. Não existe futebol sem meio de campo – e não adianta ter Ganso mantendo Maicon. Hudson – o melhor volante do Paulistão – precisa jogar marcando e protegendo a defesa, com Souza. Logo, chegou o momento de pensar na troca daquela peça que exerce a função de segundo volante.

Muricy é amado, ídolo e o melhor técnico que poderíamos ter hoje no Brasil. Ofendê-lo, jamais! É fato: ele está extremamente insatisfeito com o rendimento da equipe e, por isto, vem mudando e tentando. Embora não tenha identificado a prioridade maior: um meio de campo com jogadores ágeis na composição ofensiva e rápidos na recomposição defensiva.
Souza precisa se desdobrar para proteger a frágil defesa e aquela lateral direita. Maicon não tem ajudado muito. O camisa 18 é lento e obsoleto para marcar sistemas adversários praticantes do 4-2-3-1, o modelo tático da moda. O três meias adversários ficam no mano a mano contra os nossos laterais e o Souza centralizado, porque Maicon não exerce a sobra.
Na entrevista após a partida contra o Coritiba, Muricy antecipou que irá promover algumas mudanças para enfrentar o CRB, sob o pretexto do desgaste de alguns jogadores. Portanto, é momento para focar os maiores problemas. A derrota, em Alagoas, deixou lições importantes, principalmente no lado direito da nossa defesa. Até o técnico adversário indicou o caminho.
Escalação para passar a 2ª fase da Copa do Brasil: Rogério; Luís Ricardo, Antônio Carlos, Edson Silva e Álvaro Pereira; Souza, Hudson, Ganso e Boschilia; Pato e Luís Fabiano. Rodrigo Caio está inseguro e deve sair. Luís Ricardo é fraco defensivamente, mas seria perigoso escalar o novato Auro em um jogo decisivo. E Ganso deve falar menos e jogar mais.
Peixoto
https://twitter.com/PeixotoWender
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