Quando Ganso começou a brilhar com a camisa do Santos em 2010, no Paulistão, pensei que o Brasil havia encontrado seu novo camisa 10. Dono de uma maestria fora do comum, ele encantava o País ao lado de Neymar e Robinho. Desde o começo ele já provou ser um atleta com personalidade e um tanto quanto desobediente. Quem não se lembra de sua recusa em sair do jogo na decisão do Campeonato Paulista 2010?
Prova de todo o seu talento é que ele foi cotado para disputar a Copa do Mundo daquele ano, porém, Dunga, técnico do Brasil na época, optou por não levá-lo. Então, veio a primeira lesão do meio-campista, em uma partida diante do Grêmio em agosto de 2010, e nunca mais ele foi o mesmo. Começou a alternar entre boas e más atuações. E passou a se envolver em mais polêmicas.
A maior delas foi a novela sobre sua renovação com o Santos, em julho de 2012. O jogador pedia um salário alto demais para ao futebol que apresentava, quando jogava, naquela época. O estopim para sua conturbada saída do Santos foi após uma péssima exibição na Vila Belmiro, diante do Bahia, em agosto daquele ano, quando torcedores jogaram moedas o chamando de mercenário.
Três meses depois, ele chega ao São Paulo com a fama de ser um ‘jogador de vidro’ e desagregador, mas com a esperança de reencontrar o bom futebol e compensar todo o dinheiro investido nele.
Entretanto, até hoje ele ainda não justificou o investimento e ainda não apresentou o bom futebol do longínquo ano de 2010. Continua alternando em jogos bons e ruins, mas ficando no banco e arranjando confusão com Muricy Ramalho, que já trabalhou com ele no Santos em 2011 e 2012.
O meio-campista prefere falar mais a jogar. Primeiro disse que é o único jogador da posição dele acima da média. Mas dentro de campo não prova isso. A verdade é que hoje não temos um camisa 10 cerebral que dê gosto de vê-lo jogar. Ganso tem talento pra isso, mas não mostra, prefere ficar falando.
Após o empate diante do Coritiba, no sábado (3), Ganso reclamou por estar no banco, criticou o esquema utilizado por Muricy Ramalho e, sem modéstia alguma, falou que o time melhorou após sua entrada. Justiça seja feita, o gol de empate do Tricolor saiu de seus pés. Mas só isso não é o bastante, é mais que obrigação dele deixar os jogadores na cara do gol.
Entretanto, isso tem que ser recorrente, afinal um jogador acima da média é regular, o que ele não é. Tem que chamar mais o jogo para si, participar mais, ele é o responsável pela criação de jogadas. Além disso, ele não deve criticar o próprio treinador, ainda mais Muricy Ramalho, que entende mais de São Paulo do que ele e decide se ele joga ou não.
*Vitor Costa, estagiário do R7
Estagiário detona Ganso: "Fale menos e jogue mais"
Jogador do São Paulo se preocupa mais em criticar do que apresentar bom futebol
Fonte R7
6 de Maio de 2014
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