Presidente Carlos Miguel Aidar é carregado na festa do título do Paulistão de 85 / Arquivo/Gazeta Press
Carlos Miguel Aidar demarcou território logo ao assumir a presidência do São Paulo. Em 15 dias no poder, o dirigente contratou um dos principais atacantes do Palmeiras, provocou o mandatário do Verdão, Paulo Nobre — que rompeu relações com o Tricolor —, ironizou Andrés Sanchez e o novo estádio do Corinthians, prometeu trazer mais jogadores, reformar o Morumbi... Mas muito ainda está por vir.
A maioria das pessoas se surpreendeu com a personalidade forte do presidente. Porém, quem mergulhar na história e analisar os primeiros mandatos de Aidar à frente do clube, entre 1984 e 1988, vai ver que as atitudes marcantes e polêmicas do cartola vêm do passado.
Filho do ex-presidente tricolor Henri Aidar, Carlos Miguel chegou a tentar a sorte como jogador, quando o time ainda atuava no Canindé. Não obteve sucesso. Torcedor fanático, nunca se desligou do clube.
Com uma carreira meteórica, logo se tornou o presidente mais jovem da história do São Paulo, quando assumiu o cargo aos 37 anos, em 1984. Prometeu “incendiar” o Morumbi e cumpriu à risca o que disse.
Afastou jogadores consagrados que não estavam motivados, investiu nas categorias de base, formou o time dos Menudos, inaugurou o CT da Barra Funda, ganhou o Brasileiro de 1986 e criou o Projeto Tóquio. Mas criou inimigos, deu entrevistas polêmicas, processou árbitro... Nada muito diferente do que se viu nos últimos dias.
Os projetos de Aidar seguem audaciosos. Ele não esconde de ninguém que tem como metas em seu primeiro ano reformar o Morumbi e fazer com que o time conquiste, ao menos, uma vaga na Libertadores — sendo que o título do Brasileirão seria mais do que bem-vindo.