Sabe aquela história que time pequeno joga a primeira e a segunda fases da Copa do Brasil com uma meta fixa em mente, a de forçar o jogo de volta para ter a oportunidade de atuar em um grande centro do futebol brasileiro?
Pois é, ninguém disse isso para o CRB, nesta quarta-feira (23), e a equipe alagoana sufocou o São Paulo, no Rei Pelé. Encarou o gigante de frente, sem medo, sem esse papo de que perder por apenas um gol de diferença ou empatar seria um resultado excelente.
Por isso que a vitória da equipe da casa, de virada, por 2 a 1, só é uma surpresa para quem não tiver visto o jogo e tenha ouvido o resultado no dia seguinte. Em campo, os alagoanos foram muito melhores.
Principalmente depois da expulsão de Rodrigo Caio — injusta, por sinal, já que o zagueiro nem encostou em Diego Rosa no lance que resultou no cartão vermelho. O time da casa correu mais, tocou melhor a bola, chegou ao gol com muito mais possibilidades de marcar.

Ganso tenta jogada contra o CRB
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC / Divulgação
Não que o CRB seja “nanico”, na verdade. Pode até ter menos expressão no cenário nacional, mas, em Alagoas, só não tem mais títulos estaduais do que o rival CSA (eliminado pelo São Paulo na fase anterior): 37 a 27.
Golaço ofuscado/ Mas nem sempre foi assim. O jogo até começou melhor para o Tricolor. Principalmente depois que Ademilson fez aquele que certamente é o gol mais bonito da carreira dele, de bicicleta. Mas bicicleta de verdade, não puxeta, voleio, meia-bicicleta...
O problema é que parou por aí. Foi natural ver o empate do CRB, com Tozin, de pênalti, e a virada, com Diego Rosa. O jogo de volta será em 7 de maio, no Morumbi. O São Paulo se classificará com vitória simples.