Tudo porque o Tricolor só teria de arcar com os salários do meia. Há uma cláusula no contrato de Kaká que lhe permite deixar o Milan de graça em julho, por não ter alcançado vaga na próxima edição da Liga dos Campeões — com 51 pontos, o time de Milão só pode chegar a 63, cinco pontos a menos do que o Napoli, último que se classificaria hoje.
“O problema é conseguir pagar seu salário”, alerta uma pessoa próxima de Kaká — o meia embolsa cerca de R$ 1,8 milhão por mês, livre de impostos. “E ele não vai aceitar reduzi-lo, porque já fez isso em 2013, ao deixar o Real Madrid”, emenda.
Ninguém do São Paulo procurou Kaká recentemente para falar sobre valores. Em compensação, o ex-jogador da seleção tem propostas da China, do Oriente Médio e sondagens de dois clubes da Inglaterra.
A cláusula que permite o fim do contrato pela ausência na Liga dos Campeões vale para Kaká e para o Milan.
O clube pode exercê-la a fim de aliviar suas contas, levando em consideração que deixará de ganhar milhões pela ausência no torneio.