“Sou brincalhão, alegre, gosto de fazer as coisas sorrindo. Às vezes, você fala uma coisa em um tom leve e vem aquele pau danado”, defendeu-se Aidar. O sucessor de Juvenal Juvêncio, eleito em pleito na semana passada, porém, deixou claro que ficou chateado com a repercussão que as suas declarações tomaram. “Não vou brincar mais. Acho uma graça (gozar de rivais), mas vou começar a ficar quieto”, garantiu.
Sobre um possível interesse na contratação de Kaká, que também foi cogitado na entrevista à Rádio Bandeirantes na última segunda-feira, o mandatário tricolor negou que tenha feito qualquer proposta ao meio-campista do Milan. “Liguei para ele para dar os parabéns pelo aniversário, mas não fiz proposta. Ele está ótimo lá”, esclareceu, antes de responder se tentaria repatriar o brasileiro caso ele não tivesse todos os dentes na boca, por exemplo.

“Claro que contrataria (se fosse desdentado). Se o atleta jogar bem, pode ser com dente ou dente, a cara tanto faz. Dente torto, com mancha... Foi uma forma de fazer alusão que ele é bonito, o São Paulo é bonito, ele é bonito”, acrescentou.
Polêmica com Itaquera
Além do caso envolvendo Kaká, Carlos Miguel Aidar também se defendeu sobre as polêmicas com o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sánchez. Em entrevista à ESPN Brasil há cerca de um mês, o mandatário são paulino disse que a Arena que está sendo construída em Itaquera “é cheio de problemas e de outro mundo", o que irritou o coordenador das obras do estádio.
“Brinquei que Itaquera é longe, que não era estádio do Corinthians, era da construtora, e o Andrés ficou bravo e falou que eu sou racista, preconceituoso. Ontem (segunda-feira), eu falei que o Kaká é um bom menino, tem todos os dentes, sabe falar português, inglês, e as pessoas também reclamaram”, decretou, lamentando não ter sido bem interpretado.