Candidato da situação, Carlos Miguel Aidar ocupara o lugar de Juvenal Juvêncio (Davi Ribeiro/Foto Arena)
O São Paulo conheceu na noite da última quarta-feira seu novo presidente, que ocupará o cargo mais importante do clube pelos próximos três anos. Eleito para suceder o amigo Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar terá seu terceiro mandato à frente da agremiação do Morumbi. Os dois primeiros, entre 1984 e 1988, foram marcados não apenas pela criação do Centro de Treinamento da Barra Funda, o qual o time de futebol profissional utiliza até os dias atuais, mas também pela atuação do cartola no cenário político do futebol nacional.
Um dos co-fundadores e primeiro presidente do Clube dos 13, o advogado de agora 67 anos ajudou a criar a extinta Copa União de 1987, campeonato brasileiro dissociado da Confederação Brasileira de Futebol. Incomodado com o atual formato do calendário de disputa dos torneios nacionais, o dirigente pode novamente encabeçar mudanças estruturais no modelo executado no país.
“Do jeito que está o calendário brasileiro, não há espaço para disputar mais nada. Não tem mais data disponível nem para excursão, para fazer amistoso, sair num dia e voltar no outro. Você precisa de data. Só tem um jeito de criar: reduzindo o número de clubes participantes das divisões. O Campeonato Brasileiro com 20 clubes é muito. Acho que o ideal seria 16, como já foi. Só que você não pode cair de 20 para 16 num único ano. Tem que avisar que daqui a dois anos vai cair para 19, depois 18, depois 17. É um projeto de longo prazo para ninguém se queixar depois que não teve tempo de se preparar para escapar do rebaixamento”, afirmou o agora presidente do São Paulo em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br.
Outro ponto de reclamações de atletas e treinadores no início das temporadas, os campeonatos estaduais também estão entre os alvos de crítica de Carlos Miguel Aidar. Mesmo também contestando a quantidade de clubes presentes das primeiras divisões ao redor do país, o presidente do São Paulo aponta o viés político para que os torneios continuem no calendário do futebol nacional.
“Imagino que nem a CBF e nem as federações estaduais querem diminuir o número de clubes. Para elas interessa o maior número possível por conta da base de sustentação eleitoral. Então você tem que fazer isso de comum acordo. Não dá mais pra fazer o movimento que eu fiz do Clube dos 13. Agora é um pouco diferente. Você tem que diminuir o número de clubes, ganhar datas, e em cima delas fazer um torneiro, a liga brasileira de futebol. E começar com a elite mesmo. Infelizmente. Se não começar a com a elite, não decola”, afirmou Aidar, rechaçando, no entanto, qualquer tipo de ‘racha’ com a CBF para que um novo formato de campeonato seja criado no calendário brasileiro.
“A ideia seria um campeonato gerido pelos clubes, com um tribunal próprio, com um conselho arbitral, com arbitragem dos clubes. A ideia é fazer alguma coisa com os clubes, mas dentro da CBF. O confronto hoje não leva a nada. A CBF hoje é uma entidade rica, poderosíssima. O homem mais importante desse país nesse mês de junho chama-se José Maria Marin, não tenha a menor dúvida disso. Então você tem que fazer junto, negociando. Eu tenho essa condição de conversar. Acho que tenho condição de prestar um serviço ao futebol brasileiro de novo”, disse o presidente do São Paulo.
Parceria com Andrés Sanchez?
Opositor declarado da Confederação Brasileira de Futebol, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez é principais um dos defensores da formação de uma liga independente, com gestão dissociada da CBF. O confronto direto com a entidade máxima do futebol brasileiro, no entanto, parece estar longe dos planos do novo mandatário do São Paulo. Mesmo adotando um tom conciliador, Carlos Miguel Aidar fez questão de deixar claro que não está ligado aos ideais do corintiano, e que sequer estiveram juntos para debaterem embrionariamente a criação de um novo modelo para o Campeonato Brasileiro.
“Sou amigo dele, me dou bem, estivemos juntos em várias oportunidades quando ele era presidente do Corinthians. Mas o Andrés entrou no caminho de querer ser presidente da CBF sem ter estrutura. Tanto que no fim percebeu que não tinha chance e desistiu de concorrer. Mas eu nunca sentei conversando com ele sobre qual é o projeto. Por isso que quero conversar primeiro com os presidentes dos clubes paulistas, depois os do Rio. A ideia é estabelecer uma linha de comunicação direta. Talvez seja um pouco empírico, uma coisa não muito fácil de ser feita, mas tem que tentar. Se não tentar, aí é que não vai acontecer mesmo”, concluiu Aidar.
Criador do Clube dos 13, Aidar quer reformular o calendário do futebol
Eleito presidente do São Paulo para mandato de três anos, cartola pede mudanças e propõe liga independente: ‘Não há espaço para mais nada’
Fonte FOX Sports
17 de Abril de 2014
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